Não é que seja uma ideia muito estranha para quem acompanhe o mercado dos jogos PC mas é sempre esclarecedor ouvir estas coisas da boca dos responsáveis pela indústria. E quando essas declarações vêm do produtor de jogos como Diablo e Starcraft, são ainda mais de ter em conta.

Segundo Rob Pardo, os jogos que oferecem apenas uma experiência para um jogador ou que tenham um modo multijogador mais fraco são os mais afectados pela pirataria. “Para muitas companhias, a parte de maior sucesso do seu produto é a campanha a solo, ou o único conteúdo do jogo que é jogado por um jogador. Desta forma vêem-se forçados a utilizar medidas anti-pirataria muito severas, como é o caso dos sistemas DRM”.
E mais: defende a ideia que jogos recentes como o Spore têm uma altíssima taxa de pirataria a afectá-los devido a isso mesmo: porque assentam o seu modelo de jogo na experiência a solo. E para provar isso dá um exemplo muitos simples, recorrendo aos produzidos pela Blizzard: “A razão pela qual os nossos jogos têm tanto sucesso no PC é porque oferecemos um modo multijogador complexo, em que se o jogador quiser jogar no Battle.net, deverá ter um código do produto legítimo, o que corta o caminho para os piratas”.
Dito isto só não vê quem não quer…

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12 comentários para "Pirataria afecta mais jogos para um só jogador"
3 de Fevereiro de 2009 às 9:59
Isto não podia ser mais verdade. Lembro-me bem de ter o PES para PC e ninguém podia jogar online por causa disto mesmo
3 de Fevereiro de 2009 às 10:01
Ninguém a não seres tu, né?
3 de Fevereiro de 2009 às 10:32
Ninguém que tivesse o jogo pirateado! É um dos entraves dos jogos pirateados, online, esquece lá; nada melhor do que jogar com outras pessoas!
3 de Fevereiro de 2009 às 10:41
Exacto e por isso é que as editoras cada vez mais apostam em jogos que tenham um componente on-line forte. A meu ver é a única maneira fiável e se protegerem da pirataria….
3 de Fevereiro de 2009 às 11:27
Concordo plenamente com isso. Tudo bem que os jogos têm um preço elevado, mas prefiro pagar e jogar online; estou do lado das editoras. Cada vez mais dependemos da tecnologia, e da interacçãocom outras pessoas, sej no vulgar msn, com troca de emails, video-chamadas, e por aí fora; os jogos não são excepção, e na minha modesta opinião, as editoras estão no caminho certo ao protegerem os jogos. Continuo a preferir gastar dinheiro em jogos (apesar de ser um preço algo avultado) e partilhar experiencias com outros jogadores.
PS: Ando fascinado com o Little Big Planet. (a minha mulher queria, comprei, experimentei e viciei-me também)
3 de Fevereiro de 2009 às 13:57
Não gostei da imagem que ilustra a matéria. Bastou eu olhar para perceber que é um mapa do Brasil. Sou brasileiro, leio o blog com frequência e sinceramente estou muito decepcionado. Isso fere a imagem do meu país. Espero que tenha sido apenas um engano e que você ira corrigir seu deslize, mas estarei voltando pra verificar se o erro persiste. Muito obrigado.
3 de Fevereiro de 2009 às 14:19
Realmente não me tinha apercebido.
Peço imensa desculpa e não era nem de perto nem de longe minha intenção subentender fosse o que fosse.
Vou já de seguida corrigir isso.
Mas uma vez as minhas sinceras desculpas a todos os amigos brasileiros (e são muitos) que por aqui passam todos os dias.
3 de Fevereiro de 2009 às 14:40
Obrigado, fiquei muito grato pela sua atenção.
4 de Fevereiro de 2009 às 13:01
Assim como o companheiro Marco Costa, eu prefiro pagar pelos jogos para jogar online e partilhar a minha experiência. Jogo Counter Strike a anos e recentemente atualizei para o Source, comprei pela internet. Sempre achei a metodologia da STEAM muito segura para os usuários que optam por pagar, mesmo apesar de ter a versão pirata do jogo, non-steam, os jogadores que possuem contas têm muito mais possibilidade.
7 de Fevereiro de 2009 às 12:30
É uma boa estratégia o facto de limitarem os jogos com códigos necessários para jogar multi-jogador. E que tal baixar os preços dos jogos? É um escândalo ter que pagar 30, 40 ou mais euros por um simples jogo que em poucos meses é posto de lado.
Felizmente nunca gostei muito de jogos mas sempre achei que uma boa maneira de combater a pirataria seria terem preços mais acessíveis.
11 de Fevereiro de 2009 às 13:20
Concordo com o que disse o Ricardo, a pirataria só existe por causa dos preços exorbitantes cobrados pela indústria não só de games mas a maioria dos produtos. Acredito que, se comercializazem seus produtos a valores mais acessíveis, aumentariam suas vendas e causariam um impacto grande no mercdao da pirataria pois ele sobrevive justamente por essa questão.
11 de Fevereiro de 2009 às 14:28
Ricardo, Roger
Concordo plenamente que os preços deveriam ser inferiores. Esta questão poderia dar muita conversa (que podem desenvolver à vontade
) mas a verdade é que acaba por ser um pouco uma falsa questão sendo a principal a mentalidade.
Retomando o exemplo clássico: um BMW dos bons custa muito mais do que aquilo que posso pagar por ele e por isso ando de Honda Civic. Seguindo a mesma lógica, se não posso pagar um jogo não o vou roubar. O problema aqui é que eticamente piratear um jogo não tem nada de mal (aliás, é uma “forma de lutar contra a indústria opressora”) enquanto que roubar um carro já é condenável.
Esta questão é muito complexa e tem muito por onde pegar e se os preços deveriam de ser mais baixos, não são a única razão para o fenómeno. Nós utilizadores também temos uma grande parte de culpa.
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