Já há algum tempo que andamos à espera da altura exacta, do momento oportuno, da oportunidade dourada de vos apresentar com algum detalhe a nova versão do Windows Phone. E como tal, esperámos um pouco mais do que o habitual, e decidimos fazer algo inédito aqui no RD: um “Teste^2″.

Maximo 7 VS Omnia 7

Dois-em-um, tu-ein-uone, leve 2 pague 1, é como vocês quiserem. O que interessa é que vamos dar-vos a conhecer ao mesmo tempo as duas mais recentes alternativas aos nossos já conhecidos Android e iPhone. Falamos claro, do LG Maximo 7 e do Samsung Omnia 7, dois dos primeiros smartphones Windows Phone 7 (WP7) o novo SO móvel da Microsoft.

Mas será que a Microsoft ainda vem a tempo de se intrometer na guerra Apple vs Google? Será que a Microsoft “pisou na bola”, ou foi “tiro certeiro”!? O suspense, é de cortar à faca! ;)

Apresentação

A antecipação era generalizada e mesmo sendo (demasiado, segundo alguns) tarde, o Windows Phone 7(WP7) finalmente apareceu em todo o seu esplendor no mercado nacional, primeiro pela mão da LG e logo no dia a seguir pela Samsung. Nós estivemos presentes no lançamento do LG Maximo 7, e tivemos a oportunidade de ouvir (e ver) uma apresentação pormenorizada das especificações do novo modelo, e mais importante que isso, ver o WP7 em acção. E posso já dizer-vos que ficámos agradavelmente surpreendidos, quer pelo design do novo telefone, quer pela facilidade de utilização do WP7, mas sobre isso falamos mais à frente.

Teste RD - LG Maximo 7: Frente

Já o Omnia 7, foi-nos gentilmente cedido pela Samsung para o nosso teste, e apressámo-nos logo a compará-lo com o que já tínhamos visto no LG. Com o que já sabemos sobre as fortes restrições feitas pela Microsoft às especificações dos terminais WP7, será bastante interessante perceber até que ponto as marcas se conseguirão diferenciar umas das outras, e quais os trunfos a apresentar.

Teste RD - Samsung Omina 7: Frente

A expectativa, ou deveria mais dizer “o desespero” sobre a chegada do Windows Phone 7 ao mercado dos smartphones, marcou e muito a entrada destes dois smartphones no mercado nacional. Muitas pessoas que já se tinham fartado de esperar por melhorias ou evoluções significativas nos seus aparelhos Windows Mobile, lentamente foram migrando para os outros “cantos” do mercado (Android ou iOS ou Blackbery).

Mas quando chegou, o WP7 não veio trazer só uma lufada de ar fresco, não. O que o WP veio fazer foi mudar um pouco a “filosofia” do smartphone moderno. Como, perguntam vocês!? Ah…pois. Têm que ler um pouco mais à frente… ;). Para já passamos à inevitável lista de características técnicas.

Características técnicas

De seguida deixo-vos as características técnicas de ambos:

LG Máximo 7 Samsung Omnia 7
Processador
Modelo Qualcomm Snapdragon QSD8650
Velocidade 1GHz
Sistema operativo
Fabricante Microsoft
Versão Windows Phone 7
Memória
RAM 512MB
ROM 512MB
Memória interna 16GB 8GB
Ecrã
Tipo LCD TFT Super AMOLED
Diagonal 3,8″ 4″
Resolução 480 x 800 pixels
Cores 16M
Áudio
Canais Estéreo
Microfone Mono
Altifalante Sim
Saída Jack 3,5mm
Rádio FM Sim
Comunicações móveis
Bandas GSM850, GSM900, GSM1800, GSM1900, UMTS850, UMTS1900, UTS2100 GSM850, GSM900, GSM1800, GSM1900, UMTS900, UMTS1900, UMTS2100
Ligações de dados CSD, GPRS, EDGE, UMTS, HSDPA, HSUPA
Melodia de toque 72 tons 40 tons
Toque vibratório Sim
Alta-voz Sim
Ligações
USB microUSB
Bluetooth Sim
WiFi 802.11 b/g 802.11 b/g/n
Fotografia e Vídeo
Tipo sensor CMOS
Resolução 5 megapixels
Flash LED
Gravação Vídeo HD Ready (720p 25fps) 1280×720 pixels 25fps
GPS
Chip Qualcomm gpsOne
Protocolo NMEA 0183
Assisted-GPS Sim
Bateria
Tipo Iões de Lítio
Capacidade 1.500 mAh
Dimensões
Corpo (LxAxP) 59.8 x 125 x 11.5mm 64.2 x 122.4 x 10.99mm
Peso (gramas, com bateria) 157 138

Aqui aproveito para fazer um pequeno caveat. Decerto repararam nestas especificações que não existe slot para cartões SD, e mesmo que existiesse, avisamos desde já que não poderiam trocar de cartão como fazem nos outros telefones. Isto porque o WP7 “monta” a memória toda do telefone (flash, RAM e ROM) como um grande bloco de memória único, impossibilitando assim a troca de cartões. Se por exemplo, noutros modelos que terão eventualmente essa possibilidade, se retirarem o cartão este não pode ser usado noutro telefone, e o vosso telefone ficará inoperável. E se puserem um cartão novo, o telefone terá que ser reinicializado com as definições de fábrica. Bastante chato!

Embalagem e acessórios

Nas embalagens de ambos os telefones voltamos a encontrar os acessórios usais: carregadores e cabos microUSB, auriculares estéreo. Como dissemos antes, não há cartões de memória, nem bolsas. Então e as bolsas?! Infelizmente só alguns fabricantes é que se lembram (e não é sempre) de ter a gentileza de fornecer uma capa protectora para o telefone.

Teste RD - Samsung Omina 7: Cabo USB

É certo que já existe um grande mercado “paralelo” de acessórios para telefones móveis, mas as capas ou bolsas são sempre difíceis de arranjar, principalmente as que se adaptam perfeitamente ao nosso telefone.

Design e aspecto geral

A nível de design e aspecto exterior, ambos os telefones estão bem conseguidos. O LG prima mais pelas formas arredondadas nos topos e achei-o confortável de usar, enquanto o Omnia tem um aspecto mais “quadrado”, e também senti que era talvez um pouco grande demais, tornando-se desconfortável. A qualidade de construção e a grande sensação de solidez no manuseamento é comum, já que na construção de ambos impera o metal e o vidro.

Teste RD - Samsung Omina 7: Frente

Os sempre “controversos” controlos frontais são iguais (imposição da MS na inclusão de apenas 3 botões), e ao mesmo tempo bastante diferentes. Aos já conhecidos e (para alguns incómodos) controlos tácteis capacitivos do Omnia 7, o LG contrapõe com botões em relevo. Para mim, a inclusão destes botões é uma boa alternativa, só que os ditos deviam ter sido feitos também em metal e não em plástico, o que aumenta (e muito) a probabilidade de se deteriorarem facilmente com o uso constante.

Maximo 7 vs Omnia 7: Botões frontais

Acima de tudo, já perceberam que tanto um como outro são dois telefones muito bem construídos, sólidos e “de peso”. Quando testámos o Galaxy S, lembram-se do que dissemos na altura sobre a sua leveza, i.e. que transmitia uma certa sensação “baratucha”. Em oposição clara, estes dois modelos chegam até a ser “demasiado” pesados e fiquei com a sensação de que se (acidentalmente, claro) os deixasses cair, mais depressa partiriam os mosaicos do chão, do que os danificaria. Mas nisto de pesos e medidas cada um tem a sua opinião e preferência, não é verdade?!

Sistema operativo

Ora então, vamos lá falar daquilo que toda a gente está à espera, do Windows Phone 7, a “alma” destes dois novos “pesos pesados”.

Demasiado tarde para alguns, no momento certo para outros, condenado ao fracasso por uns ou louvado como salvador por muitos, o que é certo é que a chegada do Windows Phone 7 foi tudo menos pacífica. Segundo li aqui, nos idos de 2004 começou a pensar-se em reformular completamente o que até aí era o único SO móvel digno desse nome, o Windows Mobile. Cancelamentos, reformulações e sobretudo (na opinião desde modesto autor) más decisões levaram a que a Microsoft, apesar de já estar a trabalhar no WP7, tivesse lançado aquela pobre desculpa de evolução que foi o Mobile 6.5, quando já tínhamos Android e iOS em força no mercado.

Maximo 7 vs Omnia 7: Lateral direita

Com o avanço-relâmpago destes dois últimos SOs, a Microsoft teve que agir depressa, e o WP7 finalmente aparece em Outubro de 2010, mas sem qualquer tipo de compatibilidade com as aplicações existentes para os antigos Windows Mobile. Mais um revés, mais um erro. Ou será que não!?

Aqui é que as coisas começaram a mudar, pelo menos para mim. Na apresentação do LG, ouvi uma coisa que me fez pensar bastante. Ao contrário dos outros SOs, o WP7 não foi feito para ser um “repositório de aplicações”, um simples ambiente de execução com funcionalidades básicas e que depende quase em exclusivo de aplicações “externas” para revelar todo o seu potencial. A filosofia central do WP7 é simples: agregar conteúdos em vez de aplicações. Unificar tarefas e dados relacionados entre si de forma simples e intuitiva. Centrar a experiência no utilizador e não no telefone. E em qualquer um destes pressupostos, o WP7 cumpre (e muito bem) as suas funções.

Teste RD - LG Maximo 7: Traseira sem tampa

Normalmente é por estas alturas (quando testamos smartphones Android), que vos mostramos uma tabela de benchmarks, para vocês poderem aferir a performance do hardware do telefone em causa. Infelizmente à altura deste teste, não existiam ainda ferramentas “eficazes” de benchmark para WP7, mas uma coisa vos garantimos: nos pontos seguintes, a performance excelente destes dois smartphones irá sobressair.

Interface

Quem conviveu de perto, e durante muitos anos com o Windows Mobile ou Pocket PC, recorda-se que estes sistemas não eram mais do que uma versão miniatura dos já habituais controlos do Windows. Algo perfeitamente normal, já que (na altura) os smarpthones queriam-se “miniaturas” dos sistemas operativos dos desktops. Hoje a realidade é bem diferente, e até já são os desktops que começam a se parecer mais com os smartphones.

Ora, quem estava à espera de algo parecido com o Windows 7, ou mais uma “clonagem” disfarçada do interface iOS, ficou certamente intrigado e a pensar: Metro!?! Mas isso não se apanha ali no Marquês do Pombal?!?!

Teste RD - Samsung Omina 7: Ecrã principal

O “centro nevrálgico” do WP7 e do seu interface Metro é o ecrã inicial, que está repartido numa espécie de mosaico, onde cada parcela ou “tile” liga directamente a um dos “hubs” ou centros de conteúdos e eu já vos explico o que isto é. Antes, falta explicar que estas “tiles” estão “vivas”! Cada parcela é constantemente actualizada mostrando informações de mensagens, emails, actualizações sociais, etc. Tudo em tempo real. Bem, tempo real só se tiverem os serviços de dados activados e push mail, etc, mas a ideia é que, logo ali no ecrã principal têm informação pronta e disponível, daí o nome “Live Tiles”.

E alguém diz logo, “ah! mas isso acontece nos outros também…”. É verdade sim senhor, mas agora passamos então a explicar o que são os “hubs”. Lembram-se quando disse antes que o WP7 é “centrado nos conteúdos”?! Pois. Cada um dos tais “Live Tiles” liga a um hub específico: Mail, Musica&Video, Jogos, Pessoas, Imagens, Marketplace e Office.

Ora, como é que isto se organiza!? As aplicações, sim que elas também existem, são “organizadas” automaticamente dentro de cada hub, ou seja, se instalarem um jogo, não têm o ícone do jogo no vosso menu. Em vez disso, tocam no “tile” Xbox Live e lá têm os vossos jogos todos. Querem ouvir música ou ver um vídeo? Tocar em Music&Video liga-vos ao Zune e de lá podem aceder a todos os vossos conteúdos multimédia. Simples e intuitivo não acham!?

Maximo 7 vs Omnia 7: Traseira

Admito que inicialmente tive alguma dificuldade em interagir com o WP7, depois de largos anos no Windows Mobile, e depois de meses só a mexer em Android. Mas passadas uma horas, já tudo fazia sentido e comecei a explorar e utilizar o WP7 muito mas facilmente. Acima de tudo, na minha opnião (e há outras também) a Microsoft conseguiu um dos seus principais objectivos: primar pela diferença e oferecer uma experiência diferente e mais intuitiva ao utilizador. Sim, porque convenhamos, o Windows Mobile era tudo menos intuitivo, certo!? ;)

Nos pontos que se seguem, falaremos com mais pormenor sobre as funcionalidades usuais que testamos em todos os smartphones aqui no RD, mas não se admirem que as coisas tomem um “tom” diferente. Mas antes uma “curiosidade”: sabem quantas “tiles” podem ter no ecrã principal!?! Até 250! :D

Internet e redes sociais

Ora, começamos logo por uma das bandeiras do WP7, que é a integração completa com os serviços e redes sociais. Da mesma forma que o Android depende dos serviços Google, o WP7 depende do serviço Live da Microsoft, que além de mail, contactos e outras coisas, inclui uma rede social estilo Facebook. Mas mesmo sem instalar o cliente dedicado WP7 do Facebook (que também existe e funciona lindamente), ao registarem as vossas contas de Facebook, Twitter, Exchange, Gmail e outras, o WP7 pega nisto tudo e no “hub” Pessoas, irá mostrar-vos tudo de forma agregada. Lá existe também uma secção especial chamada tão simplesmente “Eu”, onde podem lançar os vossos updates directamente para uma ou diversas redes sociais ao mesmo tempo.

Teste RD - Samsung Omina 7: Internet

Falei primeiro de redes sociais, porque como se pode ver, é grande o foco dado no WP7 às redes sociais e à agregação de informação de forma intuitiva. Mas claro que tudo isto não funciona sem um recurso fundamental: o acesso à Internet. Nunca é demais dizer que um telefone como este fica “despido” e “tímido” se não lhe derem acesso à rede, por wifi ou por 3G. Triste é sabermos que no nosso país, as tarifas de Internet Móvel com limites suficientes, continuam a preços absurdos, isto quando comparadas com o resto da Europa e do Mundo. But I digress

Multimédia e Lazer

Mais uma parte fundamental dos smartphones modernos é a capacidade que têm de fazer os nossos tempos “mortos” passarem muito mais rápidamente. Acedendo ao “hub” Musica e Videos, somos confrontados com um aspecto gráfico ligeiramente diferente. Não se assustem, pois o WP7 herdou o software (ou se quiserem o mesmo conceito de funcionamento e gráficos) do Zune HD, e a partir daqui temos acesso aos serviços Zune.net, que é mais um serviço do género iTunes e Cia. mas que funciona no PC, no telefone e na Xbox.

Teste RD - LG Maximo 7: Detalhe traseira

Falando de Xbox, temos que obviamente referir o “hub” Jogos , que se integra perfeitamente com o serviço Live já existente para a Xbox360, e permite aceder ao vosso perfil de jogador completo (incluindo uma miniatura 3D do vosso avatar), consultar outros perfis de jogadores, etc. E é aqui que vão os jogos que são descarregados no Marketplace. Nos jogos (ou demonstrações de jogos) que testámos, deu para perceber que o hardware dos dois telefones lida bem com as exigências gráficas e/ou de vídeo necessárias.

Portanto, artilharia é coisa que não falta no arsenal de entretenimento do WP7, e é certo que a vossa próxima viagem de comboio, metro ou autocarro, ou visita ao médico ou repartição de finanças local, passará muito mais depressa assim que usem qualquer um destes “centros de lazer”.

Marketplace e Productividade

Uma das secções que normalmente “passa despercebida” pelos nossos testes é a parte de Produtividade, mas acreditem que não é de propósito. É certo que podemos fazer muitas coisas produtivas com um telefone, desde a edição de documentos, ao e-mail, etc., mas também nunca tínhamos visto uma preocupação tão grande com a produtividade como o WP7.

Já sabemos que um dos trunfos do antigo Windows Mobile, sempre foi a integração com os serviços Exchange (para o mail) e a capacidade produtiva do Office Mobile. E continuamos a ter essa mesma possibiliade no WP7, já que o interface de mail (acedido no “hub” Eu) e o “hub” Office dão-nos todas as ferramentas para podermos cumprir com as obrigações profissionais. E isto é de destaque: mais nenhum SO móvel nos oferece a possibilidade, nativa, de ver e editar ficheiros Word, Excel e PowerPoint. A capacidade do WP7 de se adaptar e agradar a quem trabalha é exemplar.

Maximo 7 vs Omnia 7: Topo

Tal como nos SOs concorrentes, existe um “mercado” de aplicações exclusivo para o WP7, o Marketplace que claro está, possui o seu próprio “hub” dedicado. Apesar de, à altura deste teste, a quantidade de aplicações disponíveis ser muito reduzida, quando comparada com a concorrência, achámos que o interface de compra e descarregamento de aplicações está simples e intuitivo, fazendo lembrar vagamente o Android Market.

Uma outra coisa que convém assinalar, é que o Windows Phone 7, nesta primeira versão que nos chegou às mãos, não permite fazer copy&paste. Quando li isto pela primeira vez pensei (e desculpem mas não resisto e vou citar uma frase de Star Wars mais uma vez) “I feel a disturbance in the Force”. Inúmeras vozes se levantaram em clamor e decepção, e supreendentemente a MS ouviu-as. Tendo anunciado logo no lançamento do WP7, que a primeira actualização oficial (prevista para o início de 2011) traria de volta o copy&paste. Sinal claro de que a MS tem (finalmente) os “ouvidos” colados ao mercado e às solicitações dos utilizadores

Fotografia e vídeos

Agora que releio um pouco o que escrevi, é que percebi um pormenor engraçado. Já não falo nem do Máximo 7 nem do Omnia 7 há algum tempo. Também repararam!?

A verdade é que estes telefones são muito, mas mesmo muito parecidos, tendo practicamente o mesmo índice de performance em todos os aspectos que referi até aqui. Por isso a minha análise tem-se centrado mais no WP7 do que nos telefones em si.

Mas no caso da fotografia tenho que “perder” um pouco de tempo e falar no trabalho espectacular que a LG fez com o seu interface de câmara fotográfica. A MS exigiu que todos os telefones WP7 tivessem um mesmo princípio de funcionamento em modo fotográfico, que é ter um botão disparador independente, e que com o telefone em standby ou bloqueado, bastasse pressionar prolongadamente esse botão para “acordar” o telefone mas directamente para o modo fotográfico. E esta funcionalidade é cumprida à risca pelos dois modelos. Só que o software que suporta a câmara do LG é muito, mas mesmo muito bom.

Maximo 7 vs Omnia 7: Sensor fotográfico

É certo que podemos arranjar várias aplicações que enriquecem bastante as potencialidades das máquinas fotográficas de 5MP que equipam estes dois telefones, mas o trabalho de base da LG está realmente impressionante. Palavra especial à aplicação Panorama Shot. Nunca foi tão fácil e divertido fazer fotos de 360º.

O vídeo também é de boa qualidade nos dois terminais, ganhando outra vez o LG ao ter a possiblidade de gravar vídeo HD 720p@25fps, que tendo em conta outros exemplos que vimos aqui no RD, é até bastante decente. Acima de tudo, fiquem cientes de que no que toca a fotografia, o LG é melhor mas apenas por causa do software que tem de origem.

GPS

Claro que tanto o Maximo 7 como o Omnia 7 têm (A-)GPS, mas (à altura do teste) ainda não havia aplicações dedicadas para navegação GPS, pelo que apenas pudemos testar o geotagging, o Bing Maps e ainda outra coisa, que vinha só no LG e que gostámos muito. Lembram-se do Layar!? Pois para o LG temos uma aplicação muito curiosa chamada ScanSearch, que funciona nos mesmos moldes do Layar, mas que ao apontarmos o telefone para o céu ou para o chão, nos remete para a meteorologia do local onde estamos ou mapas terrestres, respectivamente. Muito giro! :D

Teste RD - Samsung Omina 7: Detalhe porta microUSB

Autonomia

Neste capítulo, nada a que já não estejamos habituados. Não mais do que 2 dias no máximo de autonomia, reduzidos a 1 dia (ou menos) com utilização intensiva de 3G, wifi ou vídeo.

Tendo em conta que estes “números” já não são nada de novo, e começam mesmo a ser mais um hábito do que um handicap em telefones de topo, nem sequer vamos fazer muito alarido disto, e apenas relembrar-vos que se querem tirar partido do vosso telefone, convém trazer sempre (pelo menos) o cabo microUSB. É de facto uma pena que assim continue: as baterias parecem não querer acompanhar a evolução que o resto do hardware tem tido. Fazemos figas para isso mude rapidamente e possamos ter smartphones com autonomias mais elevadas.

Teste RD - LG Maximo 7: Carregador

Resumindo e concluindo

Bem, não estava nada à espera de escrever tanto, mas se repararam, do que acabámos por falar mais foi do Windows Phone 7 e das novidades que trouxe ao mundo dos smartphones em geral.

Falando do Máximo 7 e do Omnia 7, não poderíamos ter começado melhor. Os dois primeiros representantes da nova classe de smartphones do mercado são dois pesos pesados, não só por causa da construção robusta, mas também pela tecnologia de ponta que lhes dá vida. Sendo os dois practicamente iguais em termos de especificações técnicas, a minha preferência vai para o LG Máximo 7, quer pela estética bem conseguida, quer pelo melhor conjunto de aplicações instaladas “de série”.

Teste RD - LG Maximo 7: Frente 3/4

Já o Windows Phone 7 foi uma agradável surpresa. Estava céptico, e algo relutante sobre as hipóteses deste novo SO móvel da Microsoft, mas acho que primando pela diferença e pela distinção, os moços de Redmond conseguiram entrar com pompa e circunstância no mercado, com um produto de muito boa qualidade e que apesar de chegar tarde, pode vir a fazer (alguma) mossa nas quotas de mercado dos outros. A hegemonia do Windows Mobile como único SO para smartphones acabou com a chegada do iPhone, e o Android está cada vez mais forte, portanto a luta não vai ser nada fácil mas a Microsoft, muito recentemente, parece ter ganho outro fôlego.

Pontos a favor :)

  • Construção sólida (nos dois modelos)
  • Hardware de topo + WP7 (nos dois modelos)
  • Software de série no LG

Pontos contra :(

  • Falta de, ou impossibiliade de troca do cartão microSD (nos dois modelos)
  • O tempo que tivémos que esperar pelo lançamento do Windows Phone 7 ;)

Então o grande vencedor do nosso primeiro Teste^2 é: O Windows Phone 7! Estavam à espera!? Eu confesso que também não! :D

SW, out!

Galeria de imagens

Estas são as fotografias que foram tiradas ao LG Máximo 7 e ao Samsung Omnia 7 durante a realização deste teste:

Endereço de Email

15 COMENTÁRIOS

  1. O teste está muito bom…só ficou a faltar uns vídeos: interface do WP7, qualidade de gravação dos equipamentos (visto serem diferentes)…

  2. Obrigado Jonny. Tens toda a razão mas… a informática tem destas coisas e os discos rígidos também avariam. Tínhamos isso tudo mas infelizmente apenas havia cópias de segurança das fotos :(

  3. “ecerto repararam nestas especificações que não existe slot para cartões SD, e mesmo que existiesse, avisamos desde já que não poderiam trocar de cartão como fazem nos outros telefones. Isto porque o WP7 “monta” a memória toda do telefone (flash, RAM e ROM) como um grande bloco de memória único, impossibilitando assim a troca de cartões”.

    Nokia quo vadis?

  4. Antes de mais os meus parabéns por mais um teste, confesso que estava um pouco receoso, pois sabemos que Nastase é um fã do Android e iOS!! Contudo vejo uma avaliação imparcial e isenta onde avalia muito taxativamente os prós e os contras desde novo SO.. Isto revela que aqui no RD podemos contar sempre com essa excelência.. Eu troquei o meu Iphone por um Maximo 7 e meus amigos estou muito satisfeito com a troca, como já disse antes este WP7 é fantástico. Quando começarem a surgir as primeiras actualizações e aumentarem o numero de aplicações q esta a crescer a um ritmo muito bom vai ser ainda melhor..

    Aconselho vivamente o meu Maximo 7 que a meu ver só perde no ecrã para o Omnia 7..

    Quanto à questão dos cartões está assim feito porque para tudo correr e funcionar tão bem como funciona no WP7 há requisitos a ter em conta.. Apenas os cartões de ultima geração funcionam correctamente, ñ há essa possibilidade de troca por que ainda ñ há cartões com os requisitos necessários.. No Samsung Focus que permite essa troca foi necessário esperar por cartões aprovados pela Microsoft q gerou alguma polémica pela demora.. Contudo no futuro isso será uma realidade sem duvida..

  5. @PedroFilipe
    Obrigado pela parte que me toca! :D
    Fãs de Android, iOS, WP7…acho que nós aqui somos mais fãs de produtos de qualidade, e independentemente das nossas preferências pessoais, a nossa missão sempre será (tentar ao máximo) dar-vos uma opinião isenta.
    Eu fui utilizador intensivo de PocketPC e Windows Mobile, e uma das coisas que não disse neste teste foi isto:
    Não sei se alguém partilha esta opinião, mas sempre achei o PPC ou WinMO demasiado complicados para o “utilizador comum” de telefones.
    Com o aparecimento do iPhone, a bitola ficou lá em cima, é inegável. Por isso é que parece que todos estão a “imitar” ou “refazer” aquilo que a Apple fez, que resumindo foi tornar o smartphone num aparelho simples de usar, intuitivo e como tal acessível a todos, e não só para quem percebe… Por isso é normal que o WP7 (apesar de tarde) tivesse que aderir ao mesmo conceito, se bem que a forma como o fez, tal como disse no teste, foi diferente e para melhor. Agora só o tempo dirá se o esforço valeu a pena.
    Obrigado mais uma vez.

  6. Peço desculpa se menosprezei o seu trabalho SideWalker, ñ foi essa a intenção.. O teste esta muito bem feito e ajuda a perceber muito bem algumas das funcionalidade do WP7.. Gosto de ver que ñ tenta ser apenas mais um teste mas que aborda de uma forma diferente..

    Concordo plenamente consigo, o Iphone marcou uma era, tanto pela qualidade como pelas inovações que trouxe.. Contudo a concorrência, primeiro com o android e agora com o WP7 estão a inverter um pouco a balança fazendo com que agora já seja a Apple a correr atrás eñ apenas a concorrência como tem acontecido até agora.. Estamos perante um mercado mais competitivo onde TODOS ganhamos com isso..

    Continuem assim..

  7. @PedroFilipe
    Não foi nada disso que pensei. Fica descansado! :D
    Esta foi apenas uma (das) frase(s) que ficaram por escrever no teste.
    E obrigado mais uma vez pela opinião.

  8. Boa noite
    Adquiri hoje um LG maximos 7 usado.
    Reparei agora que nao tenho idioma portugues na opcao “display language”. :-S
    O equipamento tem factura e garantía. Quem mo vendeu, aparentemente apenas Fez um reset ao equipamento para apagar os seus dados e passowords.
    Nao sou nenhum entendido, mas ha alguna maneira de resolver isto sem ter de mandar para a garantía?
    Cumprimentos

    • Spoon, o Windows Phone ainda não tem o Português disponível como linguagem de sistema. O suporte para Português virá com o Windows Phone Mango, que está para sair.

  9. desculpe o incomodo, mas hoje tive oportunidade de explorar um pouco deste lg, e nao consigo efectuar simples actos, como por exemplo receber ficheiros por bluetooth! näo consigo aceder ao nome do dispositivo, pô-lo invisivel… e o que acontece no bluetooth, acaba por acontecer um pouco com tudo, parece que tenho acesso limitado ao meu equipamento. :S
    será que sou eu que näo entendo mesmo nada disto!? ou é mesmo preciso ter alguns conhecimentos “extra” para lidar com este equipamento?
    nos vossos teste parece tudo mais simples. =D

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