Como já tem vindo a ser hábito o Google lançou em conjunto com o seu novo Android um novo smartphone que serve de porta estandarte para o Ice Cream Sandwich. Estou a falar do Google Galaxy Nexus e, depois de o termos visto pessoalmente durante uns breves minutos, recebemo-lo há dias para o testar e analisar a fundo.

O resultado é mais um Teste RD que podem ler já de seguida!

Apresentação

Anunciado em Novembro do ano passado o Galaxy Nexus é o terceiro smartphone com o selo Google e o segundo a ser fabricado pela Samsung. Retomando em grande parte o design e linhas do Nexus S (testado aqui), este é o smartphone que o Google lançou para servir de montra ao seu Ice Cream Sandwich. Esta versão do Android veio para unificar o mundo dos smartphones e o dos tablets sob um único sistema operativo.

Daí ter sido normal encontrar elementos a que nos tínhamos vindo a habituar tanto no Android “normal” como no mais recente Honeycomb. Sem vos querer estragar já a surpresa, posso dizer que o resultado é de facto muito interessante.

Tecnicamente o Galaxy Nexus não é o smartphone mais potente que por aí anda. Tem sido essa a linha orientadora do Google e já tinha acontecido com o Nexus S que, quando saiu, já tinha competidores no mercado e com mais músculo. Mas aqui o foco é mesmo no software e nas (novas) possibilidades que nos trás.

No entanto não pensem que o Galaxy Nexus não tem força suficiente para nos impressionar, longe disso. Por isso, se fizerem o favor de me acompanhar nas próximas secções deste teste irei mostrar-vos o que realmente vale este Galaxy Nexus e o seu fiel amigo Ice Cream Sandwich.

Características técnicas

Antes de passarmos à análise completa e detalhada do Samsung Galaxy Nexus, vejamos as características técnicas deste smartphone:

Processador
Tipo TI OMAP 4460
Velocidade 1,2GHz
Núcleo 2 x ARM Cortex-A9
Conjunto de instruções ARMv7
GPU PowerVR SGX540
Software
Sistema operativo Android 4 Ice Cream Sandwich
Kernel Linux 3.0.1
Interface Android
Memória
RAM 1GB
Tipo RAM LPDDR2 SDRAM
Flash Interna 16GB
Ecrã
Tipo Super AMOLED HD
Tamanho 4,6″
Resolução 720 x 1280 pixels
Densidade 315,9 ppp
Áudio
Saída Sim, 3,5mm
Altifalante Sim, mono
Rádio FM Não
Comunicações Móveis
Bandas 2G: GSM 850/900/1800/1900
3G: UMTS 850(B5), 900(B8), 1700/2100(B4), 1900(B2), 2100(B1)
Ligações de dados GPRS, EDGE, UMTS, HSDPA, HSUPA, HSPA+ (21Mbps)
Ligações
Cartão de memória Não
USB microUSB 2.0
Bluetooth Sim, 3.0 com A2DP
Rede sem fios WiFi 802.11 a/b/g/n
Wifi Hotspot Sim
NFC Sim
Fotografia e Vídeo
Tipo Sensor CMOS
Resolução 5 megapixels (1,3 megapixles frontal)
Flash Sim, LED
Focagem automática Sim
Formato gravação imagem JPG
Formato gravação vídeo 3GP, MPEG4 (Full HD@30fps)
Receptor GPS
Tipo SiRFstarIV GTD4T-9600B
Protocolo NMEA 0183
Antena Interna
Outros AGPS, Geo-tagging
Bateria
Tipo Iões de lítio
Capacidade 1.750mAh
Autonomia (stand-by) 290h (2G), 270h (3G)
Autonomia (conversação) 17h40mn (2G), 8h20mn (3G)
Dimensões
Corpo 67,94(L) x 135,5(A) x 8,94(P) mm
Volume 82,3cc3
Peso 135g (com bateria)

Embalagem e acessórios

A embalagem em que vem acondicionado o Galaxy Nexus é um pouco diferente daquilo a que temos vindo a ser habituados. Ao invés de ser uma embalagem com as dimensões ligeiramente superiores ao do próprio equipamento, aqui a embalagem é mais comprida que o Galaxy Nexus. isto dá-lhe um formato rectangular “esticado” que acaba por permitir diferenciá-la muito bem de outras caixas.

A embalagem abre-se para cima: retirando a tampa vemos de imediato o Galaxy Nexus exposto. Por baixo do telefone encontramos os acessórios que Google e Samsung incluíram com o Galaxy Nexus. E são eles:

  • Samsung Galaxy Nexus
  • Carregador USB – Travel Adapter
  • Cabo de dados com USB-A e micro USB (mede 100cm)
  • Auscultadores (medem 130cm)
  • 2 extra pares de borrachas para os auscultadores
  • 2 guias rápidos de instruções (em Português e em Inglês)

Apenas uma pequena curiosidade: tal não acontecerá obviamente com um Galaxy Nexus comprado em Portugal mas o que recebemos vinha com um carregador… inglês. Sim, daqueles que não dá para por nas nossas tomadas eléctricas. Felizmente o Galaxy Nexus é, como a maioria dos smartphones recentes, compatível com qualquer carregador que utilize uma ligação microUSB :)

Design e aspecto geral

Quem viu ou mexeu no Nexus S com certeza que notará as semelhanças que o Galaxy Nexus tem com o seu irmão mais velho. O design deste novo Galaxy Nexus está bastante bem conseguido, com linhas simples e arredondadas: não há cá arestas vivas ou cantos.

Na frente do Galaxy Nexus encontramos… quase nada :) Isto é: temos o auscultador em cima e logo ao lado os sensores de proximidade e luminosidade. Mais um pouco à direita há o sensor frontal de 1,3 megapixels que serve principalmente para as vídeo-chamadas. Abaixo temos… o grande ecrã de 4,6 polegadas e do tipo Super AMOLED HD. Este ocupa a grande maioria da frente do Galaxy Nexus e está rodeados por bordas de 3 milímetros de cada lado.

Além disso, nada: não há cá botões quer sejam mecânicos ou tácteis. Isto porque o novo Android Ice Cream Sandwich optou por incorporar os botões directamente na interface do sistema, retirando assim a necessidade de colocar botões na frente do telefone. Mas sobre essa opção falarei mais à frente.

Continuando a olhar para o design do Galaxy Nexus temos na lateral esquerda os botões de volume e do lado oposto, na lateral direita, temos o botão de alimentação que também serve para bloquear o ecrã. Um pouco mais abaixo do botão de alimentação encontramos três pequenas ligações redondas e metálicas que servem de pontos de contacto para os diversos acessórios disponíveis para o Galaxy Nexus.

O topo do Galaxy Nexus não apresenta rigorosamente nada sendo que na parte de baixo encontramos a porta microUSB, o microfone e a saída de áudio de 3,5 milímetros.

Na traseira do telemóvel temos na parte superior o sensor fotográfico principal, de 5 megapixels apoiado por um flash LED. Mais abaixo temos o altifalante. A capa que recobre a quase totalidade da traseira do Galaxy Nexus é feita de um material rugoso que facilita a pega do telefone e evita que ele escorregue das nossas mãos. Muito agradável ao tacto esta capa não é, no entanto, suficiente para que evitemos deixar cair acidentalmente o Galaxy Nexus.

O que vale é que o Galaxy Nexus tem uma construção de boa qualidade e nas (poucas) vezes em que fui obrigado a fazer “testes de resistência” o novo smartphone do Google consegui superar a prova com a nota mais elevada, não tendo ficado sequer arranhado. As duas quedas que teve foram, no entanto, sobre materiais lisos (mosaico e parquet) e não no alcatrão da estrada pelo que o melhor mesmo é…. terem cuidado para não o deixar cair :)

Quanto ao ecrã, o sentimento é misto. Se por um lado a resolução superior permite uma nitidez e quantidade de detalhes assinalável, por outro há momentos em que o ecrã parece ter “ruído”. Um pouco como quando aumentamos muito o ISO de uma máquina fotográfica digital. É estranho e esta sensação ocorre sobretudo em cores uniformes, geralmente empregues como fundo de ecrã. Foi a tal ponto que de modo a garantir que o problema não era dos meus olhos pedi a várias pessoas para olhar para o ecrã e todas o confirmaram: em cores uniformes e quando a luminosidade do ecrã não está no máximo, lá aparece o tal “ruído”.

Tirando este pequeno problema (ocasional), nada a apontar: o ecrã não apresenta rasto e as cores são fortes e vibrantes, quer seja em jogos ou reprodução de vídeos.

Sistema operativo

Um dos grandes atractivos do Galaxy Nexus é sem dúvida o facto de vir com o mais recente Android, o Ice Cream Sandwich. A tal versão do sistema operativo móvel do Google e companhia que promete vir a acabar com a fragmentação existente entre os smartphones e tablets.

Quando eu e o João Lopes vimos o Galaxy Nexus ao vivo pela primeira vez, a rapidez do sistema surpreendeu-nos, sobretudo nas transições entre ecrãs e manipulação geral do telefone. No entanto, ao carrega-lo com mais umas quantas aplicações e ter um uso continuado durante largas horas, o sistema começa a acusar o toque. Nada de alarmante nem que impeça uma normal utilização do smartphone mas nota-se que as transições já não são tão fluídas.

Uma das novidades incluídas no Android Ice Cream Sandwich é o seu novo sistema de multi-tasking, ou, por outras palavras, a sua capacidade em gerir várias aplicações e processos em simultâneo. Para tal apareceu um novo botão na interface, do lado direito, que nos dá acesso directo à lista de aplicações utilizadas recentemente. Quem já mexeu num tablet com o Android Honeycomb não se sentirá de todo perdido pois aqui o conceito é exactamente o mesmo.

A lista de aplicações aparece com uma pequena imagem que nos mostra o estado em que a aplicação ficou quando deixámos de a utilizar para efectuar uma chamada, abrir uma página internet ou fazermos qualquer outra coisa. Interessante é notar que o Android faz uma gestão da memória do sistema diferente do que aquilo a temos vindo a ser habituados com o Gingerbread e seus antecessores. Mas sobre isso falarei um pouco mais à frente.

Já ao nível de benchmarks utilizámos o trio do costume (Linpack, Quadrant e FPS2D) aos quais juntámos o AnTuTu e Vellamo. No entanto os valores obtidos para o Quadrant foram muito estranhos, classificando o Galaxy Nexus abaixo, por exemplo, do Nexus One. Isto leva-me a crer que a versão do Quadrant disponível no Android Market possa não estar ainda totalmente optimizada para o Ice Cream Sandwich.

Benchmarks

No que toca aos restantes resultados, o Galaxy Nexus porta-se bastante bem tendo em conta a superior resolução do seu ecrã em comparação aos seus concorrentes. É que este “detalhe” faz com que o processador tenha de trabalhar muito mais, e melhor, para conseguir manter o mesmo nível de desempenho.

Já o resultado do Vellamo é bastante bom. Este teste, desenvolvido pela Qualcomm, foca-se na experiência de utilização de internet e nas capacidades técnicas do browser (JavaScript, HTML5, etc…). E o Galxy Nexus cotou-se como o terceiro melhor dispositivo, atrás do Xiaomi Mi-One Plus (a funcionar no Android 2.3) e do ASUS Transformer Prime com Ice Cream Sandwich que ocupa o primeiro lugar, com uma vantagem significativa. Mas também estamos a falar de um tablet quad-core…

Interface

Contrariamente ao que temos vindo a ser habituados ao longo de muitos testes aos mais variados dispositivos Android, aqui não há cá interfaces personalizadas: é Android puro e duro. Para muitos a grande vantagem de comprar um Google Nexus é mesmo essa: não ter alterações ao sistema operativo e à sua interface. Há quem goste, há quem prefira o Sense da HTC ou o TouchWiz da Samsung, é tudo uma questão de gosto.

E aqui no Android Ice Cream Sandwich vamos ter de rever alguns dos hábitos que tínhamos adquirido ao utilizar smartphones com Android. A filosofia mudou um pouco, fruto da junção entre o “Android dos telefones” e o “Android dos tablets”. Continuamos a ter vários ecrãs personalizáveis, cinco ao todo, nos quais podemos adicionar atalhos de aplicações, contactos ou os já famosos widgets.

Há várias novidades nesta renovada interface que é a cara do Ice Cream Sandwich. Aproveitando o facto de estar a falar de atalhos nos ecrãs principais começo já pela nova foram de criar pastas de aplicações. É muito mais simples e intuitiva. Por exemplo, se quisermos criar uma pasta com todos os jogos que temos instalados, basta acedermos à lista de aplicações e carregar prolongadamente num dos jogos que temos: esta manipulação permite-nos colocar um atalho do jogo em questão num dos cinco ecrãs disponíveis.

Depois, voltamos à lista de aplicações e carregamos prolongadamente noutro jogo só que desta feita, em vez de o largar no ecrã num qualquer espaço livre largamo-lo em cima do primeiro jogo. resultado? É automaticamente criada uma nova pasta com os dois jogos. Depois, podemos continuar a adicionar outros jogos ou aplicações da mesma forma assim como dar um nome à pasta recém criada. É de facto muito simples e dá jeito.

Outra grande reformulação foi a barra de notificações. É através dela que passamos a ter acesso às definições do telefone. Além disso as notificações são agora mais ricas com espaço para um ícone que nos mostra a origem da mesma. Se tivermos uma chamada não atendida ou um email recebido, mostra logo a foto do contacto que gerou esta notificação (caso tenhamos uma foto associada ao contacto, claro).

Se quisermos saber mais sobre a notificação em causa, carregamos com um toque nela. Se simplesmente quisermos que desapareça, deslizamos o dedo da esquerda para a direita. Mais uma vez é muito simples e intuitivo.

Outra grande novidade no Galaxy Nexus e na interface deste Ice Cream Sandwich é o facto de perdermos os botões físicos frontais. Passaram a ser totalmente virtuais e acessíveis numa barra apresentada no próprio ecrã. Esta opção pode parecer estranha mas até faz sentido: quando rodamos o telefone para a posição horizontal, a barra de botões é automaticamente reajustada mantendo os ícones numa posição de leitura e uso confortável.

Já ao nível dos botões temos apenas três: retrocesso, home e multitask. Os dois primeiros são já clássicos em dispositivos Android pelo que não apresentam qualquer problema. Já o último é herdado do Android Honeycomb e dá-nos acesso à lista de aplicações recentemente utilizadas. Aqui esta nova versão do Android faz uma gestão muito eficiente da memória. Por exemplo: estando num jogo carregamos no botão home para voltar ao ecrã principal do telefone. Se pouco tempo passado carregarmos no botão multitask e entrarmos no jogo novamente ele está exactamente onde o deixámos. Se no entanto deixarmos passar mais tempo e abrirmos muitas mais aplicações, o jogo é parado pelo próprio sistema operativo de modo a libertar recursos.

A lista de aplicações é bastante útil e torna-se muito intuitivo trocarmos entre elas sem termos de passar frequentemente pela lista de aplicações instaladas ou pelos atalhos nos ecrãs principais: habituamo-nos a utilizar esta nova funcionalidade (nova nos smartphones) e não queremos outra coisa.

Outra novidade é a forma de utilização dentro das aplicações. Nas aplicações que foram redesenhadas e pensadas para o Ice Cream Sandwich apresentam uma zona, no canto superior esquerdo, que funciona como o botão back de um navegador web. Ou seja: apesar de termos o botão de retrocesso disponível em baixo, este normalmente faz com que saiamos da aplicação onde estamos. Carregando nessa nova zona, andamos para trás dentro da própria aplicação. Esta foi talvez a novidade que mais me custou a habituar mas de pois dessa fase, entranha-se e acaba por ser realmente útil: se queremos voltar logo para o ecrã principal ou para a aplicação onde estávamos, carregamos no botão de retrocesso habitual. Se queremos voltar um passo atrás na navegação dentro da aplicação, carregamos nessa nova zona.

No geral a interface do Android Ice Cream Sandwich está muito bem pensada e mantém o design e usabilidade dos tablets com Honeycomb mas com todas as adaptações e melhoramentos que lhe permite ser utilizado sem qualquer problema num smartphone. E este é bem capaz de ser o melhor feito alcançado pelo novo Android.

Internet

Os resultados obtidos nos teste Vellamo, de que já falámos na seccção Sistema Operativo, já tinha dado o mote, fazendo com que esperássemos uma experiência internet mais refinada do que até agora tínhamos visto noutros dispositivos. E não decepcionou.

O browser internet que vem incluído no Ice Cream Sandwich foi também ele alvo de modificações e melhoramentos. Um dos que se destaca é o aumento de rapidez na apresentação das páginas. Este facto adicionado ao grande ecrã que temos à nossa disposição torna muito fácil a leitura de sites e navegação internet no Galaxy Nexus.

Ao nível da compatibilidade, estamos dentro daquilo a que o Android nos tem habituado: a grande maioria dos sites é mostrada totalmente bem, havendo apenas ocasionalmente alguns problemas aqui ou ali. Claro que a chegada do Chrome (que não pudemos experimentar pois apesar de estar disponível para ICS ainda não o está no Market PT) poderá melhorar ainda mais a experiência de navegação na net mas o browser nativo do Ice Cream Sandwich já faz um belo trabalho.

Uma nota ainda para o facto de podermos ter realmente bastante páginas abertas em simultâneo. Através da gestão de vários separadores é muito fácil ter vários sites abertos em simultâneo e, melhor ainda, sem quebra no desempenho do browser.

Produtividade

Cada vez mais os smartphones Android são vistos como uma ferramenta de trabalho válida. Para isso contribui muito o suporte para Microsoft Exchange que nos permite ligar a servidores de mail empresariais e manter-nos a par de tudo o que se passa na nossa vida profissional.

No Ice Cream Sandwich continuamos a ter essa possibilidade assim como um cliente de email, simples mas eficaz, que nos permite ligar a contas de email através do protocolo POP3 ou IMAP. Além disso, claro, temos a aplicação do Gmail que, na minha opinião, está cada vez melhor. Com uma interface renovada o Gmail é muito simples de utilizar. Por exemplo podemos passar para o próximo email deslizando o dedo da esquerda para a direita.

No que toca à edição de documentos de produtividade pura (folhas de cálculo, documentos de texto, apresentações, etc…) o Galaxy Nexus não traz nenhuma aplicação que o permita. Claro que uma visita ao Android Market resolve o problema pois podemos lá encontrar várias soluções, muito boas, para lermos e editarmos os nossos documentos.

A agenda incluída sincroniza, claro está, de forma exemplar e muito rápida com o Google Agenda. É fácil de utilizar e permite-nos ver os nossos compromissos de forma muito simples. A inserção de uma nova entrada na agenda é muito similar ao que já conhecemos da versão web. Só é pena não podermos colocar a localização do compromisso através do Google Maps.

Multimédia

Apesar de ser fabricado pela Samsung, o Galaxy Nexus não usufrui de uma das grandes vantagens dos acrescentos que a fabricante coreana faz aos seus dispositivos Android: a descodificação de certos codecs de vídeo por hardware. E quando falo em certos codecs falo nos ultra-comuns divx, xvid ou ainda mkv.

O que quer isto dizer? Que o Galaxy Nexus, com o leitor de vídeos que vem com o Android não permite reproduzir esses formatos. Divx e Xvid é para esquecer, não dá mesmo. MKV ainda consegue dar imagem mas som nem ouvi-lo.

Claro que o Android Market tem soluções para este problema como são o caso dos leitores de vídeo Mobo Player ou Rockplayer Base Lite. Apesar de funcionarem bastante bem no caso de vídeos com um bit-rate razoável, os problemas aparecem quando queremos ver uma série em 720p, por exemplo. Isto é perfeitamente expectável devido a estarmos perante uma descodificação de vídeo por software mas não deixa de ser pena que o Google não siga o exemplo da Samsung e não implemente um leitor de vídeos digno desse nome.

Já no que toca a vídeos em HD ou Full HD que estejam codificados apenas em H.264 tudo bem, funciona na perfeição como poderão ver no vídeo que se segue. Ou seja: o Galaxy Nexus tem hardware mais que suficiente para conseguir lidar com vídeos de elevado bit-rate e elevada resolução. Pena o leitor de vídeos padrão não fazer uso de toda esta potência.

Já no que toca ao leitor de música temos aqu no Ice Cream Sandwich o Google Música. Não se liga ao serviço online que o Google recentemente anunciou e que para já está disponível apenas nalguns países. Aqui temos apenas acesso ao leitor de música que está bem desenhado e funciona bastante bem. O volume mínimo é mesmo mínimo o que nos permite ir ouvindo música e ainda ouvir o chefe a chamar por nós :)

A organização da aplicação está bem pensada e faz também um belo trabalho a organizar os ficheiros musicais que colocamos na memória do telefone. Há também um equalizador que funciona muito bem. Além dos estilos pré-definidos podemos ainda brincar com cinco gamas de frequência assim como com um efieto de aumento de graves e som 3D.

E já que se fala um pouco mais acima da memória do telefone, esta tem uma capacidade de 16GB. Infelizmente não temos à nossa disposição uma entrada para um cartão de memória. Esta opção, que já vimos no Sensation XL (testado aqui) custa-me a entender pois julgo ser um dos pontos básicos de um telefone moderno. É realmente uma pena que as marcas comecem a enverdar por este caminho… Espermos é que seja apenas uma moda passageira e que não tenha vindo para ficar.

Jogos

Como tem vindo a ser hábito tivemos a colaboração da Gameloft que nos arranjou uns jogos para testarmos o Galaxy Nexus convenientemente. Mas antes de irmos aos jogos “a sério” falemos um pocuo o que podemos encontrar no Market e dos jogos que costumamos apelidar de casuais.

Neste ponto o Galaxy Nexus corre tudo o que quiserem “com uma perna às costas”. No Angry Birds os pássaros voam sem nenhum tipo de arrastamento ou lentidão; no Defender as setas disparam a uma velocidade impressionante ao mesmo tempo que hordas de monstros vão morrendo aos nossos pés. E como podem ver no vídeo que se segue, tudo sem o mínimo abrandamento no frame-rate.

Voltando então à Gameloft testámos os já nossos conhecidos Asphalt 6 e Modern Combat 2 assim como o novo Let’s Golf 3. Todos na versão HD+ que permite tirar partido da resolução de ecrã do Galaxy Nexus. Todos funcionaram bastante bem. Certo que até estarmos mesmo a jogar temos de esperar um pouco nos ecrãs de carregamento (loading) do jogo mas uma vez em pista, na selva ou nos campos de golfo, tudo corre às mil maravilhas.

Aliás, a resolução do Galaxy Nexus, sobretudo no Asphalt 6, faz maravilhas e estamos perante alguns dos melhores gráficos jamais vistos num smartphone. Muito bom, fluído e… viciante!

Fotografia

O Galaxy Nexus vem com um sensor fotográfico de 5 megapixels. Confesso que esperava um pouco mais das capacidades fotográficas do Galaxy Nexus.

As fotos em exterior são bastante boas mas há melhor, nomeadamente no Nokia N8 ou no recente HTC Sensation XL. As cores são bem reproduzidas e a quantidade de detalhe é aceitável. Em interior os resultados não foram muito melhores com o flash LED a revelar uma grande tendência para sobre-expor as fotos.

Por entre as áreas onde o Google mais trabalhou no Ice Cream Sandwich está a parte fotográfica. Uma das novidades introduzidas é a possibilidade de tirarmos fotos a uma velocidade muito superior. Ou seja: quando tiramos uma foto, se voltarmos a carregar no disparador a segunda foto é imediatamente tirada. Até agora, em smartphones Android, tínhamos de esperar quase sempre um segundo ou mais para voltar a ter a câmara disponível.

Outra novidade é o modo de fotografias panorâmicas que o Google introduziu e funciona de forma muito semelhante ao que a Sony já faz há algum tempo nas suas máquinas fotográficas. Para tirarmos uma foto panorâmica basta carregar no disparador e ir rodando, devagar, o Galaxy Nexus para que o telefone vá tirando imagens suficientes para depois as colar juntas e obter o resultado final.

No global confesso que fiquei agradavelmente surpreendido. Claro que consigo muito melhores resultados com a minha reflex e edição no computador mas para um smartphone e uma colagem automática há que reconhecer que os resultados são globalmente positivos.

Vídeos

Na gravação de vídeo o Galaxy Nexus faz, tal como nas fotos, um trabalho razoável. Perfeitamente utilizáveis para mandarmos para o YouTube ou Facebook mas não será com este smartphone que iremos filmar o próximo galardoado nos óscares. Aliás, isto assim soa muito negativo mas verdade seja dita que, tirando mais uma vez o Nokia N8, poucos são os telefones que realmente impressionam na qualidade de vídeo.

Feitas as contas, o Galaxy Nexus acaba por ficar na média no que toca à captação de vídeo: não brilha mas também não compromete.

GPS

No capítulo GPS, nada de muito surpreendente a apontar. Tal como qualquer smartphone recente o Galaxy Nexus consegue captar sinais GPS e obter a nossa localização de forma muito rápida, em poucos segundos. Isto do momento que tenhamos uma ligação 3G activa. Caso contrário então a captação de satélites é muito mais lente, tendo inclusivamente chegado a demorar mais de 1 minuto e meio (em andamento).

No que toca à navegação testei o Galaxy Nexus tanto com o Navigation do Google como com o TMN Drive disponível gratuitamente no Android Market. Em ambos os casos as rotas foram bem calculadas e apenas em situações expectáveis (dentro de túneis por exemplo) é que o Galaxy Nexus perdeu sinal.

Já ao nível do impacto na bateria, uma viagem de cerca de uma hora consome aproximadamente 35% da bateria pelo que o melhor mesmo é termos uma solução para irmos carregando a bateria enquanto conduzimos. No meu caso tenho um adaptador de isqueiro ao qual liguei o Galaxy Nexus. Foi engraçado porque quando desliguei o carro e tirei o Nexus do suporte reparei que o nível da bateria estava igual ao que se encontrava no início da viagem. Isto porque, apesar de estar ligado à corrente do automóvel, a energia que chegava ao Nexus era a necessária para manter o telefone a funcionar em modo navegação. Ou seja: nem descarregou nem carregou a bateria, apenas a manteve com o mesmo nível de carga.

Autonomia

E já que falamos em autonomia, este e um ponto que queria analisar com algum cuidado pois ter um generoso ecrã como o do Galaxy Nexus poderia ser sinónimo de menos tempo de utilização. Por outro lado temos o novo Ice Cream Sandwich que promete estar ainda mais optimizado para gastar menos energia eléctrica.

E quem ganhou? O Android. Isto porque o Galaxy Nexus é dos smartphones com maior autonomia que me passou pelas mãos nos últimos tempos. Em utilização moderada, com umas 5 chamadas por dia, um pouco de 3G para consultar o email, cerca de 1 hora de jogo e um pouco de música o telefone aguentou sempre mais de 36 horas, ou seja, um dia e meio de uso.

Se utilizarmos um pouco menos algumas funcionalidades conseguimos obter com alguma facilidade dois dias de utilização. Por outro lado, em utilização intensiva o Galaxy Nexus consegue também resultados interessantes pois consegue manter-se vivo durante o nosso dia de trabalho, precisando apenas de ser recarregado ao final do dia.

Resumindo e concluindo

O Galaxy Nexus é o primeiro smartphone a chegar-nos com o Android Ice Cream Sandwich. Esta nova versão do Android acaba por ser um dos pontos principais deste equipamento. A mistura anunciada entre o “Android dos tablets” e o “Android dos telefones” poderia deixar apreensivos alguns de nós mas o resultado é muito bom.

Este é, seguramente, o melhor Android jamais lançado e acredito que virá ajudar a cimentar ainda mais a posição no mercado deste sistema operativo.

Já no que toca ao telefone em si, o Galaxy Nexus é um equipamento muito bem pensado, com uma construção bastante boa, um ecrã que se mostra muito eficaz mas com alguns problemas menores e uma autonomia que me surpreendeu.

Pontos a favor :)

  • Android Ice Cream Sandwich
  • Autonomia;
  • Desempenho geral;
  • Ecrã excelente em imagens em movimento e boa visibilidade em exterior;
  • Fotografia panorâmica automática;
  • Rapidez de disparo em fotografia;

Pontos contra :(

  • Qualidade das fotos poderia ser melhor;
  • Ecrã com “ruído” em imagens paradas e de fundo homogéneo;
  • Suporte limitado de codecs de vídeo;
  • Não tem entrada microSD;

Este é com certeza o telefone, a par do Galaxy S II , que mais se aproximou de merecer ter um selo Platina do RD. No entanto, há pequenos detalhes (que poderão vir a ser corrigidos por uma actualização de software) que o impedem de brilhar ao mais alto nível.

Claro que mais do que merece o selo de Ouro e de certeza que o dinheiro que investirem nele será muito bem gasto.

Selo RD - Ouro

O que significa este selo?

Página oficial: Samsung Galaxy Nexus

[pais id=”pt”]
O Samsung Galaxy Nexus ao melhor preço:



[/pais]

Mais uma vez agradeço a vossa companhia em mais um Teste RD, desta feita ao Galaxy Nexus da Google e Samsung. Se tiverem alguma dúvida, sugestão ou crítica não hesitem em entrar em contacto connosco!

Galeria de imagens

Estas são as fotografias que foram tiradas ao Google Galaxy Nexus durante a realização deste teste:

Fotos de teste

As fotos aqui expostas foram redimensionadas. Podem ver os originais na nossa galeria Flickr.

Vídeos de teste

Mais vídeos no canal YouTube do Revolução Digital.

Endereço de Email

30 COMENTÁRIOS

  1. Gostaria que pudessem colocar os videos do unboxing como fizeram em alguns equipamentos de testes anteriores. De resto 5 estrelas!

  2. Obrigado pela excelente review
    Curiosamente reconheço muitos dos sítios onde foram feitas as fotos e eo vídeos :)

  3. muito interessante. só desilude nas capacidades fotográficas pois também esperava melhor. Mas paciência…no dia que criarem um telemóvel perfeito não se poderão ultrapassar nem surpreender, portanto meus amigos querem tirar fotos de qualidade usem as vossas máquinas fotográficas porque de certeza que essas máquinas não fazem o papel de telefone também. Temos que por os pontos nos is.

  4. EuEu: tenho de o refazer porque ficou mal. Ver se consigo integrar isso no artigo este fim-de-semana.

    Carlos Ribeiro: quase em todo o lado. Aqui tens um exemplo de uma conhecida loja portuguesa (http://www.fnac.pt/Telemovel-Telemovel-Samsung-i9250-Galaxy-Nexus-Black-/a547836?Mn=-1&Mu=-13&Ra=-5000&To=0&Nu=2&Fr=0)

    Jorge: obrigado pelos elogios :) Ver se tomamos um café nestes sítios um dia destes ;)

    Luís: sim, mas isso dizemos desde sempre. Um telefone nunca substitui uma boa máquina fotográfica. Se bem que o N8 é o que mais se aproxima de o conseguir.

  5. Boas!
    Muito bom Teste RD, para não variar nada… :D
    Só queria denotar uma coisa… Não sei quando fizeram o teste com o quadrant mas devo dizer que ele foi actualizado e já suporta o ICS (e processadores multi-core), por exemplo, com o quadrant antigo, ao fazer um benchmark na verão “leaked” da Samsung para o GSII (que já falaram qui no RD e que eu já instalei no smartphone) o quadrant dava-me sempre à volta dos 3500 (+/-), no entanto, com a nova versão já tive alguns resultados, ainda que esporádicos, à volta dos 4000! :D
    Basicamente, tudo isto para perguntar se têm o novo quadrant instalado…

  6. Obrigado Pedro.
    Ah esqueci-me de dar os parabéns pela excelente review, mas como já estou tão habituado às excelentes reviews aqui no RD que já tomo isso como um dado adquirido :).

  7. Bom acho que isso foi um “o melhor smarthphone da atualidade” e vo dizer adeus a meu SGII… ele foi otimo enquanto durou…

  8. Dizer adeus a um Galaxy S II por um Galaxy Nexus? Será razoável?
    Eu não sei mas na minha opinião o GSII continua a ser melhor do que o Nexus, especialmente depois de sair a actualização para o ICS…

  9. Ser melhor é algo relativo, dependendo dos pontos a que dás mais prioridade.
    Visto trabalhar bastante com PDF’s, spreadsheets e browser para mim a resolução é um must, algo que não se consegue com um update…
    Sinceramente não consideria o upgrade vindo de um GSII, ao invés de um GSI como o meu caso.

    Boa review, com fotos da nossa zona e tudo ;)

  10. A tais pontos a se avaliar, como no consumo de bateria que ele e superior, a camera que por sua vez e inferior… muitas coisas… mas no meu caso e apenas o Android como dito “Puro e duro” e nessa parte ele já se sai com grande vantagem, já que para atualizar um celular e preciso um pouco de memoria a mais, mínima mas que depois de no meu caso 6 meses precisava-se excluir arquivos para caber musicas do “momento”.

    • Not again another bgenlud launch of a Google Nexus device. Google should take charge and unleash this monster to the other carriers who are ready to release it today since Verizon is playing footsie with the release bcz of their commitments to other mega devices. Tmobile is ready to go for launch..the masses have been waiting the only thing missing is the device it self. The GSM version with all its bands to support Tmobile as well as Att bands is ready to go..take off the chains and UNLEASH THIS BEAST TO THE MASSES. With the working relationship Tmo has w/ Google and following tradition, hopefully we can get a surprise on the 16th when the two will be having that event.a0

  11. Bom telemóvel como é apanágio nos topo da samsung mas sinceramente não veio acrescentar nada de novo enquanto terminal em si. Veio apresentar o ICS mas daqui a uns meses já todas as marcas o terão e aí este será apenas “mais um”. Muito arriscado por parte da google.

    PS: Só um aparte, trocar um galaxySII por este? Isso enquadra-se mesmo naquele termo do “tesão de mijo”. É impressionante mas o galaxy S2 ainda está no TOP no que diz respeito a smartphones, apresenta variadíssimas vantagens em relação ao galaxy nexus e a tudo que saiu posteriormente. Sem duvida que era o smartphone que comprava agora e ainda poupava uns euros.

  12. SIM!!! E de se esperar que o SGGN (SGGX) depois de uns meses perca o posto de novo ICS para o possível SGIII e outros modelos menos esperados pelos consumidores, por que ate la vo te enjoado do Nexus, então comprarei o Galaxy III,porque eu compro seguindo os meus critérios, e eles “vou me antenar ao Android, seguir as mais novas maquinas potentes do Sistema”… tarefa difícil pois aqui no Brasil o preço e por vezes alto (Nexus: 2.100R$ e GSII: 1.800R$).

  13. Se gostas das máquinas mais potentes do Android então o nexus não será melhor opção, o galaxy S2 ainda é o android mais potente. Podes ver em diversas reviews pela internet fora.
    Se quiseres os updates da google ou um ecrã HD é que deves então ponderar o galaxy nexus, cuidado é que o ecrã do nexus é pentile e tem havido muitas queixas na questão do brilho.

  14. Boa review. Já tinha lido outra review ao mesmo smartphone na revista Exame Informática, mas esta é mais explicita e finalmente percebi o que este smartphone tinha para dar. Parabéns, e continuem com o otimo trabalho.

  15. Só mais uma coisa… Se não incomodar, claro! Gostaria de saber que telemóvel gostariam de ter para um próximo teste RD…

  16. o sgsII é sim uma óptima máquina, mas isso nem está em causa. Em relação aquilo que oferece ganha claramente, agora em relação ao potencial só podemos falar do ics porque para mim a google pretende colocar na “montra” o seu ideal, não se trata de estilo mas sim do futuro e das potencialidades do ics. não vamos agora estar aqui a confundir alhos com bogalhos. Se já viram uma mulher nua muito bem…é mesmo isso que a google fez, despiu o android e criou apenas uma máquina com aquilo que era suficiente para por o ics a funcionar sem problemas e mostrar a linha que as marcas agora devem seguir. é como um desfile de moda meus amigos.

  17. Parabéns pelo review pessoal, muito bem fundamentado e objetivo. Me ajudou a decidir, vou comprar um e ponto final haha! Obrigado e mais uma vez parabénsss

  18. Vocês colocam a ausência da entrada de microSD como um ponto negativo? Ah!! Mas no iPhone é na boa, certo?! Pois… iPhone love!! Agora pergunto… Para vocês génios da RD: O porquê de comprar uma grande máquina se não sabem tirar todas as possibilidades que ela vos oferece?! Um cartão microSD da-vos um storage de 32GB… A app BOX da-vos storage de 50GB. É necessário fazer um desenho?????? Quantos de nós já não perdemos dados por confiarmos demasiado nos cartões?! A cloud chegou… Por isso utilizem-na ao máximo.

    • João, calma aí. Um dos grandes problemas para nós no iPhone é também esse (além de da impossibilidade – de base – de partilha de ficheiros por BT, entre outras). Aliás, dos 7 elementos do RD nenhum tem um iPhone. Love? E que tal perguntar antes de afirmar coisas que não se sabe? Respeitamos muito o iPhone, gostamos de certos pontos e não de outros. Não há aqui fanáticos.

      Em todos os terminais que não tenham entrada para microSD dizemos o mesmo. Aliás, vamos mais longe (e se ler as nossas reviews verá que falamos disso): quando há uma entrada microSD e que obriga a tirarmos a bateria para trocar de cartão, isso também é um ponto negativo para nós!

      Quanto à cloud também a utilizamos. Só que, hoje em dia, com 100MB de plafond de dados móveis por mês (recuso-me a pagar mais de 5€/mês para uma segunda ligação à net – já pago 40€ para ter net decente em casa) pouco uso me dá ter 2GB ou 50GB de dados online: não os poderei utilizar de forma conveniente no meu smartphone. WiFi é solução? Ajuda mas tendo em conta que passo quase 50% do meu dia longe de um ponto de acesso WiFi, prefiro ter um cartão SD onde possa ter dados acessíveis em qualquer lado e off-line. Os dados essenciais do SD estão na cloud acessível no PC. Em caso de problema, volta-se a colocar os dados no SD. Simples, eficaz e economicamente viável.

      Ah…. e génios? Podemos considerarmo-nos muita coisa, menos génios. Somos pessoas normais que gostam de tecnologia e escrevem sobre ela. Nada mais.

      Para terminar, obrigado pelo comentário (mesmo que colocado com um tom um pouco agressivo). Todas as opiniões são bem vindas no RD!

  19. Eheheheheheheh mais uma vez,a boa educação destes cavalheiros do RD vem ao de cima… João,se leres atentamente o RD apercebeste q não têm preferencia alguma por Apple…e sao do mais justo q há para com tds as marcas e sistemas… Bem,mas então deixa me lembrar te,eu,q sou fã Apple : o iPhone tem uma versão de 64g … Acho q terá bastante espaço,certo? Ah! E têm o iCloud,para aficcionados da nuvem… Gostem ou não,o iPhone é fabuloso. Assim como os topos de gama Android,q estão num fantástico patamar. Love??? Acho mais q pessoas como tu têm é uma “cruzada anti-Apple” …..acho q devias moderar o tom com q falaste para quem nos traz este fantabulastico!!! site…

  20. Se ofendi alguém, peço então imensas desculpas, claro não era essa a minha intenção. Mas sinto me um pouco frustrado que muitos smartphones são “mortos” a nascença porque muitos críticos matam-nos só por causa de uma coisinha ou outra. Por exemplo a ausência do microSD, para muitos críticos é um problema. E parece que estão as dizer as pessoas que é um mau equipamento porque não tem entrada para microSD. Porque fazem um grande filme, por uma coisa tão pequena. Porque é que não explicam as pessoas que existe actualmente aplicações que conseguem contornar (não por completo) esse problema?! Não custa nada, certo? Outro exemplo é o acabamento dos smartphones. Se o telemóvel tem um acabamento em plástico, fazem um dilema… Querem transformar logo num defeito. Quantas vezes já não deixamos cair os nossos equipamentos, e desejamos que não se tenham partido?! Quantas e quantas vezes?! Com um smartphone com acabamento em plástico talvez não rezássemos tanto, não acham?!
    Só quero apenas ajudar a que os vossos testes fiquem mais completos. Não precisam de colocar o acabamento em plástico como um contra, quando pode ser algo positivo. Ao menos não temos que andar a comprar bolsas ou protecções, não é? Claro que isso fica ao critério de cada um. Mas um mau teste feito, pode fazer com que um bom equipamento se torne num mau equipamento.
    cumps.

  21. Ola.
    Legal sua avaliaçao do Nexus.
    Por favor. Voce pode me dizer qual a diferença entre o X e o S Pois vi que existe o Galaxy Nexus S I9250 e o Galaxy Nexus X I9250. Obrigado

  22. Ola.

    Li a reportagem e fiquei com uma duvida. O NEXUS e unico modelo? Pergunto porque vejo anuncio do modelo S I9250 e do Galaxy X GT-I9250 . Obrigado.

    • Sim, porém no Brasil, o nome “Nexus” já é patenteado por outra empresa, então ficou a cargo da Samsung chama-lo de Samsung Galaxy X :)

      • Não é patenteado, mas sim registrado como marca. Patente, Direito Autoral e Marca Registrada são coisas diferentes.

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