[Teste RD] ASUS Eee Pad Transformer Prime (TF201)

6 meses depois de ter tido o prazer de experimentar o primeiro modelo do Eee Pad Transformer da Asus, chegou-me às mãos aquele que muitos consideram a “bomba” do momento, no que toca a tablets Android.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Embalagem

Falo obviamente do Asus Eee Pad Transformer Prime (TF201), equipado com um “motor” NVIDIA Tegra 3, e este vai ser o relato dos meus dias passados ao “volante” desta “máquina diabólica”. Prontos para mais um Teste RD!? Vamos lá então.

Apresentação

Não foi segredo para ninguém o quanto eu gostei do primeiro Eee Pad Transformer, tanto que achei que este tipo de aparelho se deveria encaixar numa categoria completamente à parte. Ainda estávamos nós a habituar-nos à ideia de um tablet “transformista” que ficámos a saber muito pouco tempo depois que a Asus já tinha na calha o seu substituto. De “Transformer 2″ passou a “Transformer Prime”, como que a dizer que esta nova versão seria mais “Transformer”…que “Transformista” (perdoem-me mas não resisti à piada).

O que Asus fez a este novo Transformer Prime foi muito mais do que um “makeover” visual, e aproveitando o início da “vaga” Ice Cream Sandwich e do lançamento da plataforma quad-core NVIDIA Tegra 3, dotou este seu novo “tudo-em-um” de poder suficiente para meter vergonha a muitos (ditos) PC’s de secretária, e a (quase) todos os tablets Android actualmente no mercado.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Frente com dock

Basicamente estamos mesmo na presença do mais potente tablet Android da actualidade, e agora o que faltava mesmo era ver se seria possível por toda esta “potência no chão”. Vamos lá então “descascar” este Transformer Prime de forma conveniente, começando como de costume pela “dissecação” das “entranhas” deste tablet. Não não falo disto (mas não perdem nada em dar ali um salto… mas só depois de acabarem de ler este teste ;)), mas sim da nossa habitual looonga lista de características técnicas.

Características técnicas

Processador
Fabricante NVIDIA
Modelo Tegra 3
Núcleos 4 Cortex A9 + 1
Velocidade 1,3GHz
Instruções ARMv7
GPU GeForce de 12 núcleos
Software
Sistema operativo Google Android 4 Ice Cream Sandwich
Interface ASUS Waveshare UI
Memória
RAM 1GB
Interna 16/32/64 GB
Ecrã
Tipo ecrã Super IPS+ LCD
Tamanho 10,1 polegadas
Resolução 1280×800 pixels
Densidade 149 pixels/polegada
Protecção Gorilla Glass
Áudio
Controlador Asus SonicMaster
Saída 3,5mm
Colunas Mono
Formatos Leitura Áudio MP3/WAV/WMA/AAC
Ligações
Cartões de memória microSD, SD na dock
USB 1 porta USB 2.0 na Dock
Bluetooth Sim, 2.1 + EDR
WiFi 802.11 b/g/n dual-band (2,4 e 5 GHz)
Saída HDMI Sim, microHDMI
Fotografia e Vídeo
Tipo Sensor CMOS
Resolução 8 megapixels (3264×2448 pixels) + 1,2 megapixels na frente
Focagem automática Sim
Flash LED Sim
Formatos gravação imagem JPEG
Formatos gravação vídeo Full HD 1080p@25fps, 3GP, 3G2, MPEG4
Formatos leitura vídeo MP4/H.264/H.263
Outras funcionalidades
geotagging, acelerómetro, G-Sensor, bússola
Receptor GPS
Tipo NMEA 0183
Assisted GPS Não
Bateria
Tipo Li-ion
Capacidade 25Wh
Dimensões
Corpo 263 x 180,8 x 8,3 milímetros
Volume 394,7 cc
Peso 586 gramas

Embalagem e acessórios

Ao contrário do seu irmão mais novo, o Transformer Prime chegou à nossa redacção “empacotado” numa única caixa já devidamente “acoplado” à sua Eee Station, e que além destes dois elementos, apenas trazia o cabo USB-Conector 40 pins de 80cm e o adaptador de corrente.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Conteúdo Embalagem

Continuo a achar errado a não inclusão de um “auricular” ou qualquer outro tipo de acessório ou adaptador “USB” no kit de acessórios deste tablet, à imagem do que é feito noutras marcas. É certo que existem muitos acessórios feitos por terceiros, ou até pelas próprias marcas, mas não custava nada acrescentar mais qualquer coisa, certo!? Pelo menos um cabo micro-HDMI ou adaptador HDMI seria mais do que bem-vindo…mas pronto.

Nota-se claramente que, tendo a Eee Station, e sendo de construção mais “sólida” (mais sobre isto a seguir), um potencial comprador pense se é realmente necessário comprar uma capa para o Transformer Prime. E eu digo-vos que talvez não será má ideia, principalmente se planeiam, de vez em quando, deixar a Eee Station para trás. E nesse caso é sempre bom ter alguma protecção extra.

Design e aspecto geral

Não sei se já disse isto aqui no RD, mas eu acho que alumínio escovado é sempre um material a ter em consideração na construção de qualquer coisa, seja bancos de cozinha, frigideiras, escovas de dentes, caneleiras de futebol, smartphones ou tablets.

Tudo fica mais bonito e “sexy” quando é feito em alumínio escovado. E no caso Transformer Prime, embora a cor do modelo que nós recebemos para testar não me tenha agradado nadaa, devo dizer que todo o design, qualidade de construção e “look&feel” geral de tablet e Eee Station, são um verdadeiro salto de gigante quando comparados com a versão anterior.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Frente

O Transformer “arredondado” e de superfície “tridimensional” plástica, deu lugar o Transformer Prime fino, rectilíneo e cujo toque metálico transmite imediata sensação de segurança e solidez. Graças ao vidro Gorilla Glass da Corning, podem ter a certeza que vai resistir àqueles impactos mais “imprevistos”, mas como quase todos os gadgets de hoje em dia, este vidro fica facilmente coberto por camadas impressionantes de dedadas e “gorduras” que somos obrigados a limpar quase compulsivamente, nem que seja para mantermos o Transformer Prime a brilhar como se acabado de sair da caixa.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Traseira

Apesar de continuar a adoptar uma posição “estranha” para a entrada de jack 3,5mm, o posicionamento tanto dos botões de stand-by como de controlo de volume está “dentro da norma”.

A Eee Station continua a ter o mesmo aspecto “limpo” com teclas tipo “chiclet”, que embora sendo algo pequenas, com uso continuado depressa se tornam suficientemente confortáveis para permitir escrever rapidamente. Quem já usa netbooks não vai notar muita diferença na transição para este teclado do Transformer Prime, embora o posicionamento de algumas teclas possa causar alguma estranheza.

Em termos de ligações, no tablet encontramos além do conector de 40 pins e jack de 3,5mm (headphone + micro) portas microHDMI e (pasme-se!) microSD. Na doca temos (apenas) uma porta USB e um leitor de cartões SD.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Lateral esquerda

Devo dizer também que após este emagrecimento, o Transformer Prime como tablet, ficou bastante mais fácil de manusear e pegar, e dei conta que relativamente ao que fiz com o modelo anterior, passei muito mais tempo a usa-lo desligado da Eee Station, voltando a ela apenas para fazer mais alguns testes ou dar uma “carregadela” rápida na bateria do tablet.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Utilização com dock

Lembro-me também agora que quando vi as primeiras fotos por alturas do lançamento do Transformer Prime, pensei imediatamente que se o Transformer original tivesse vindo logo com este aspecto mais “clean”, tinha tido muito maior sucesso no mercado…E claro, se tivesse também vindo com o Ice Cream Sandwich, então aí a história seria muito diferente.

Sistema operativo

“Apregoada” como a primeira, definitiva e unificadora versão do Android, aquela que viria (finalmente) apagar todos os “fantasmas fragmentadores” da imagem do Sistema Operativo da Google, e tendo visto e lido muita coisa sobre este Android 4.0, depois de ver o Icre Cream Sandwich (ICS) que veio instalado neste Transformer Prime, devo confessar que nas primeiras horas de utilização, fiquei com aquela familiar sensação de “então, é só isto?”.

Mas depois de passadas essas horas, comecei a notar realmente que algo aqui estava diferente. Não no interface, sobre o qual falarei mais tarde, mas sobre o que se passava “por baixo” de tudo aquilo.

Se eu já achava que o Honeycomb “voava” no Transformer original e no seu Tegra 2, este ICS “movido” a Tegra 3 é algo de completamente inesperado. Acham que estou a exagerar, vejam estes números de benchmarking…

Há aqui uma característica de nota neste Transformer Prime: foi o “limitador de potência de três níveis”. Simplificando, é possível escolher entre três modos de funcionamento: Normal, Equilibrado e Poupança de Energia, que fazem com que o Transformer Prime funcione ou “a todo o gás” ou mais balanceado ou então em “modo extra-económico”. E nos resultados dos nossos teste, nota-se bem o efeito que este “limitador” tem no sistema. O objectivo primeiro deste limitador é óbvio: poupança de bateria.

Debruçando-me apenas sobre os testes mais “completos”, devo dizer que não estava nada preparado para estes resultados. No BrowserMark, que testa a rapidez do browser, o resultado dos testes que fiz ao Transformer Prime foi aproximado…ao do meu portátil. Sim, senhoras e senhores, estamos finalmente na presença de uma “plataforma móvel” que, a acreditar nos resultados que obtivemos, consegue rivalizar com outras mais “fixas”.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Screenshot Teste RD - ASUS Transformer Prime: Screenshot

Mas claro, nem “tudo o que brilha é ouro”, e a verdade é que no que toca ao Tegra 3, ser o primeiro e chegar ao mercado é bom, mas tem que se lhe diga. Nota-se claramente que há aplicações que (ainda) não estão devidamente preparadas para este processador “hercúleo”.

No entanto, a adaptação desta ROM ICS ao “músculo” extra dos quatro-núcelos do Tegra 3 é por demais evidente, e tirando um ou outro (muuuito) pequeno sobressalto em algumas transições entre aplicações, a verdade é que todo o conjunto funciona muito bem. Claro que se colocarem o Transformer Prime em modo de poupança de energia, estes sobressaltos vão aumentar tanto em frequência como em intensidade. E estes “sobressaltos”, notam-se logo primeiro no simples e bem conseguido interface do Transformer Prime, sobre o qual falamos já a seguir.

Interface

Nota-se claramente o grande esforço de “unificação” feito pelo Google em trazer o melhor do que foi feito no Honeycomb para o ICS, e em particular para os smartphones, que no caso deste nosso amigo, são mais do que indicativos do sucesso que se avizinha para esta nova plataforma.

É inegável que o interface do ICS visto em smartphones, é um grande salto quando comparado ao Gingerbread, mas para quem já veio do Android “Honeycomb” 3.2, este ICS pelo menos em tablets, e não traz mesmo nada de (muito) novo em termos de interface.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Screenshot Teste RD - ASUS Transformer Prime: Screenshot

Mas mesmo não sendo novo, é inegável que neste Transformer Prime o ICS funciona ainda melhor, e de tal forma que somos levados a tentar ligar tudo quanto é wallpaper, widget ou controlo animado, só para se poder ver tudo a mexer por todo o lado! A Asus chama “Waveshare UI” ao interface que vem no Transformer Prime, mas posso dizer-vos que as diferenças relativamente ao ICS “de série” são muito poucas.

Devo admitir que ainda estou “em período de adaptação” ao ICS/Honeycomb, e ao seu interface “holográfico”, botões virtuais e sistema de notificações “não intrusivo”. A verdade é que passadas algumas horas, comecei a conviver de forma fácil e intuitiva com este sistema operativo.

Ainda mais, quando ao ligar o tablet à Eee Station, dava por mim a usar ao mesmo tempo tanto os controlos do teclado como toques no ecrã tudo de forma extremamente natural. Esta sim, é a maneira como devemos interagir com os sistemas do futuro. Tudo bem, podemos continuar a usar o rato como até aqui mas confesso que estou a ficar fã incondicional dos interfaces “touch” combinados com a utilização de um teclado físico.

Palavra especial para a facilidade e naturalidade de utilização tanto do touchpad, como de um rato USB neste interface do Transformer Prime. A ligação e reconhecimento do rato USB foi (quase) imediata e o funcionamento é correcto e preciso.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Touchpad

A colocação do (pequeno) touchpad na Eee Station é um pouco “incomodativa” e para quem tem mãos de envergadura média-grande, como é o meu caso, é inevitável tocar repetidas vezes no touchpad enquanto estamos a escrever, e deslocar/activar o cursor a meio da escrita de um texto. A solução passa por usar o rato USB e desligar o touchpad, que é facilmente feito através de uma tecla dedicada na fila de topo do teclado do Transformer Prime.

Acima de tudo, fiquei com a sensação de que interagir com este Transformer Prime torna-se, com o passar das horas, e dos dias, algo de perfeitamente natural e ao mesmo tempo diferente do que estamos habituados a fazer. Ou seja: se no Transformer original, eu passei mais tempo a “tratá-lo” mais como um “netbook” do que tablet, nesta nova versão foi ao contrário, usando-o mais como tablet. Mas claro que um dos grandes (enormes) trunfos deste Transformer Prime, “herdado” do seu predecessor, é a capacidade “Produtiva” ou seja, a quantidade de tarefas mais “sérias” que podemos fazer com o Transformer Prime ;)

Produtividade

Juntar um teclado com portas USB a um tablet como o Transformer Prime é como juntar um ovo estrelado a um bitoque, uma imperial a um prato de caracóis: é o “casamento perfeito”. Em vez de termos metade das 10.1 polegadas do ecrã do tablet ocupadas com um teclado virtual, podemos usar todo este espaço para visualizar o nosso trabalho, e deixar o “teclar” e o “apontar” para a Eee Station e para os dedos/touchpad/Rato (riscar o que não interessa).

No entanto deixo-vos aqui uma nota de atenção: a Eee Station é substancialmente mais leve que o tablet. Como tal, ao acoplarem os dois, o Transformer Prime tem uma tendência em “baldear” para a frente. Por isso muita atenção quando o utilizarem no colo, ou noutra superfície mais irregular ou instável, e agora que penso nisso, foi também por causa desta instabilidade que usei mais este tablet na sua forma “desacoplada”.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Detalhe teclado Teste RD - ASUS Transformer Prime: Lateral com dock
Teste RD - ASUS Transformer Prime: Dock (lateral) Teste RD - ASUS Transformer Prime: Detalhe porta USB aberta

A inclusão da ferramenta Polaris Office 3.0 permite que, até certa medida, possamos facilmente continuar o nosso trabalho no Transformer Prime, sem (grande) perda de qualidade. Documentos de texto, folhas de cálculo ou apresentações, compatíveis com os (quase) universais formatos do Microsoft Office (DOC, XLS e PPT).

Com o serviço “Asus webstorage”, ficamos também com 8GB de espaço “na nuvem” para que possamos guardar o que quisermos. E para aqueles que gostam de programar, até já existem ambientes de desenvolvimento integrados (IDEs) a funcionar em Android, pelo que num sistema como o Transformer Prime, podem programar e testar logo as vossas aplicações. Uma outra aplicação que aproveito para deixar aqui como sugestão é o Evernote.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Screenshot

Aqui aproveito para deixar uma palavra de “desagrado”, não dirigida a este Transformer Prime, que até agora apresenta muito poucos ou mesmo nenhuns defeitos até, mas sim à “preguicite aguda” dos developers de Android que continuam a “esquecer-se” de aproveitar os ecrãs generosos dos tablets, e limitam-se a “Explodir” os interfaces das suas aplicações até aos limites de resolução destes aparelhos: Twitter, Dropbox, só para referir algumas das mais importantes, são aplicações que continuam inexplicavelmente a não ter versões “dedicadas” para tablets, ao invés do que acontece…aham, noutras plataformas, tal como vimos “exemplificado” há uns dias.

Há aqui espaço de evolução senhores, vamos lá a esforçar-nos um pouco.

Internet e redes sociais

Já que falei de Twitter no ponto anterior, falo agora também de Facebook e restantes redes sociais. Senhores construtores de tablets e developers, é preciso acordar! Quando existem versões dedicadas de Twitter e Facebook para o vosso principal concorrente (iPad), qual é a explicação que dão para as verdadeiras atrocidades visuais que são as aplicações “oficiais” de Twitter e Facebook para Android!? Realmente é coisa que não entendo. Será que sou só eu que acho que isto favorece (muito) mais o tablet da Apple do que os Tablets Android!?

A boa notícia é que, mesmo não sendo oficiais, há aplicações alternativas (pagas ou grátis) que complementam estas falhas. Mas atenção que no caso do Facebook, a versão “móvel” em HTML5 do Facebook (http://m.facebook.com) funciona lindamente no browser do Transformer Prime, e não temos que sofrer aqueles horrores todos.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Screenshot browser

E já que falo de Internet, tenho-vos a dizer só uma palavra: UAU. Seja flash, ou HTML5, javascript ou outra coisa qualquer, o que quer que seja que “mandem” para cima do Transformer Prime, ele processa e devolve com a maior das facilidades. Mais uma vez, volto a dizer que quando falo de flash, falo principal e quase exclusivamente de vídeo, sendo que não é segredo para ninguém que flash interactivo só serve para usar em PC’s.

Aproveitando a deixa, instalei outros browsers (Dolphin Pad v1.0 Beta, Skyfire e Firefox) e o comportamento foi igualmente “estelar”. Mesmo sendo normalmente mais pesados a executar que o “webkit” normalmente incluído no Android, a verdade é que no Transformer Prime não se nota a mínima diferença entre eles.

A escolha entre alguma desta opções ficará ao vosso critério, e à quantidade de funcionalidades “extra” que estas três opções trazem assim como o uso que poderão vir a fazer delas. Eu pessoalmente recorro muito pouco a outro browser que não seja o “webkit”.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Entrada microSD

Dito isto, as vossas necessidades de navegação e “actualização social” serão completamente satisfeitas pelo Transformer Prime e os 4 núcleos do seu potente “motor”. Ou seja: começávamos a notar que, no que toca a poder de processamento, este Tegra 3 fazia jus às expectativas, dotando este novo tablet da Asus de capacidades verdadeiramente assombrosas. E para confirmar de uma vez por todas tudo isto, passamos então à parte interessante da coisa: jogos e multimédia.

Multimédia e Lazer

Quando este Transformer Prime me chegou às mãos foi com grande surpresa e satisfação que encontrei, nos programas instalados no tablet dois dos mais recentes (e exigentes) jogos para dispositivos móveis: Shadowgun e Bladeslinger, este último seria mesmo uma versão de demonstração exclusiva para o Transformer Prime.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Altifalante

Infelizmente, não foi possível gravar estes jogos em vídeo para incluir neste teste, já que após fazer hard-reset ao tablet (procedimento habitual nos nossos testes) descobrimos com pesar que os ficheiros de instalação não estavam incluídos na “ROM de origem”, e tinham-se perdido. Mas posso-vos garantir que do pouco que vi…fiquei pasmado. A qualidade gráfica e fluidez de ambos os jogos é muito boa, rivalizando mesmo com plataformas mais “dedicadas”. O ecrã Super-IPS de 1280×800 vivo e brilhante (se calhar demasiado brilhante para algumas pessoas, mas para mim não) produz cores nítidas e é perfeito para este tipo de jogos mais exigentes.

Agora, o que convém dizer, é que para se jogar com esta qualidade, temos que ter o tablet a funcionar em modo “normal” (ou seja, a “todo o gás”), o que implica um maior custo em termos de utilização de bateria. E se porventura “baixarmos o nível”, aí começamos a notar alguma degradação como é compreensível.

Outra das coisas que, infelizmente é mais culpa do próprio “ecossistema” Android do que do próprio Transformer Prime, é que se pegarmos numa outra qualquer aplicação (dita) “universal” no Market, e a executarmos no tablet da Asus, vamos notar, aqui e ali alguma (pequena mas perceptível) hesitação na geração de gráficos, ou na fluidez do movimento. Aqui posso dar-vos um bom exemplo, usando o meu “vício do momento”, o brilhantemente desenhado jogo de Flippers “Pinball Arcade” da Farsight Studios que tanto existe para iOS como para Android.

Esta é, para muitos e para mim inclusíve, pura e simplesmente a melhor simulação digital de flippers alguma vez feita, e no caso iOS posso dizer-vos que o feel é (quase, mas muito muito perto) igual a jogar na realidade. Isto deve-se à “física” do jogo estar extremamente real, e o comportamento da bola e da máquina não parecem nada “virtuais”. Passando para a versão “universal” deste mesmo jogo para Android que testei no Transformer Prime, apesar da modelação digital da mesa estar a par com a versão iOS, a “física” não estava tão bem adaptada, e a bola já se comportava de uma forma mais “virtual”, com alguns “soluços” e “flickers” aqui e ali, mesmo que tivesse o tablet a funcionar “a todo o gás”.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Screenshot Teste RD - ASUS Transformer Prime: Screenshot

Com isto quero-vos demonstrar um ponto muito simples: apesar de existirem jogos já completamente adaptados à plataforma Tegra 3 (procurem pelas siglas THD no Google Play, ou através da aplicação Tegra Zone) da NVIDIA, e que das que testei no Transformer Prime não tenho absolutamente nada de negativo a dizer (Guerilla Bob THD é um jogo sensacional!) a verdade é que as produtoras de jogos continuam a ter que fazer uma build optimizada dos seus jogos para cada um dos “potenciais” terminais onde este irá funcionar.

Talvez esta diferença não se note tanto nos smartphones, mas no caso dos tablets, e mais concretamente deste Transformer Prime, isto nota-se e bem. Mas não quero que fiquem a pensar que isto é um ponto negativo ou uma crítica a apontar ao, até aqui brilhante tablet/tudo-em-um/canivete suíço que é este Transformer Prime. Não. A crítica foi, é, e sempre será direccionada à “universalidade” e “abertura” do Android, que pode ser (e é certamente) um dos pontos (muito) fortes desta plataforma, mas que por outro lado prejudica a qualidade global das aplicações. Neste aspecto, está claro que “a vantagem” é e será sempre das plataformas mais “controladas” e “estáveis”, como é o caso do iOS

No visionamento de vídeo, nada a dizer. Continuamos dependentes de software especializado para descodificar os formatos mais “usuais” (DivX, MKV, etc.), mas se passarmos para os codecs mais standardizados (mpeg, h.264) aí não haverá problemas seguramente. Se o vídeo for de boa qualidade, e mesmo se o ficheiro for de grandes dimensões, o Transformer Prime lida com ele com grande facilidade, sendo mesmo possível adicionar legendas.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Screenshot Teste RD - ASUS Transformer Prime: Screenshot

Mas claro, se abusarmos muito da descodificação por software, o sistema e a performance geral sofrerão com isto mas garanto-vos que desde que não se ponham a ver vídeos HD@1080p com mais de 3 GB, estão à vontade. O som da coluna é de boa qualidade e nítido o suficiente, mas é óbvio que vamos sempre passar mais tempo a usar headphones do que as colunas, e neste caso, quanto melhor for a qualidade destes, melhor será a experiência.

Fotografia e vídeos

Tirar fotos e vídeos com um tablet é daquelas “experiências” no mínimo…estanhas. Ainda hoje, quando uso a câmara do meu iPad para tirar fotos (de muuuito má qualidade, eu sei) dos “apontamentos” que os professores fazem no quadro durante as aulas (uso o Evernote e fica tudo sincronizado ente iPad, PC e Galaxy S… é óptimo!) toda a gente fica a “olhar para mim” como quem diz “Este tipo é tolo!” ;). Mas a verdade é que mesmo parecendo estranho, tirar fotos com o Transformer Prime é de uma simplicidade extrema, e o divertimento é garantido.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Câmara traseira

Com uma câmara de 8 megapixels com sensor CMOS retro-iluminado e grande (F2.4) abertura, capaz de tirar fotos de muito boa qualidade, e também de captar vídeo HD 1080p@30fps com a mesma facilidade, com o Transformer Prime vão poder satisfazer todas as vossas necessidades foto e “vídeográficas”.

O detalhe e qualidade das imagens, mesmo as de maior proximidade é algo que ainda não tinha visto em tablets. É claro que (ainda) ninguém rivaliza com as câmaras do Galaxy S II ou do iPhone 4S (ou será que que já há melhor?), mas no que toca a tablets, esta é sem dúvida a melhor.

GPS

Se procurarem por essas Internets fora, vão encontrar diversos relatos de problemas no Transformer Prime tanto com o GPS, como com o WiFi. Vou ser honesto convosco e dizer que, normalmente nos testes que faço, a minha preocupação com o sinal WiFi nos aparelhos é mais da ordem do “tá ligado ou desligado”, “dá para aceder à internet com qualidade ou não”, e não me preocupo muito em testar “aprofundadamente” esta ligação. Como tal, devo-vos dizer que durante os dias que passei com o Transformer Prime não notei qualquer tipo de problema minimamente perceptível tanto com a ligação WiFi como com a GPS.

É certo que, dificilmente vejo um tablet como este ser usado para navegação por satélite no carro ou noutro meio de transporte autónomo, mas o GPS do Transformer Prime funcionou razoavelmente bem, tanto em tarefas (acessórias) de localização nas aplicações que delas necessitavam, ou para geo-referenciar fotografias (e notas também, no tal Evernote de que falei acima).

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Entrada carregador

Também há outro “problema” que tenho visto algures por ai, que é o facto deste (modelo que testámos do) Transformer Prime não ter módulo 3G. E nisto, sinceramente não vejo inconveniente, porque tendo um smartphone com funcionalidade hotspot móvel, posso facilmente ter Internet em qualquer lado. Acredito no entanto que haja casos em que esta ligação seja necessária, pelo que a aquisição de uma pen 3G servirá bem para colmatar esta “falha”.

É como eu costumo dizer a quem me pede conselhos sobre este ou aquele aparelho: cada um utiliza a tecnologia de que dispõe como melhor pode e sabe. E aceito perfeitamente que, para alguns, a falta de 3G neste tablet Topo-de-Gama possa ser considerado uma falha “grave”. Mas dado o que tenho visto até hoje, e olhando para o Transformer Prime como um todo, mais do que uma soma de funcionalidades, para mim ter ou não ter 3G é indiferente.

Autonomia

Tal como no seu antecessor, a ajuda preciosa da bateria extra da Eee Station do Transformer Prime permite-nos estender por mais 6 horas as incríveis 12 horas de autonomia anunciada. Ok, sejamos mais uma vez honestos neste ponto. Lembram-se dos tais três modos de que falei antes, mais concretamente do modo “Poupança de Energia”? Pois. Segundo a Asus, as tais 12 horas de autonomia são atingidas a “tocar” vídeo 720p no modo “Poupança de Energia” com o brilho do ecrã a 60% e volume médio.

A verdade é que durante estes testes, eu alternei inúmeras vezes entre os três modos, principalmente para verificar se haveria diferenças significativas na performance do sistema, e a verdade é que esta diferença só se tornava facilmente visível nas aplicações mais exigentes quer em termos gráficos ou de processamento. E mesmo assim, posso dizer-vos que salvo maratonas de jogos, vídeo HD de grandes dimensões ou uso intensivo de Wifi, contem pelo menos com 24 horas de completa autonomia para o vosso Transformer Prime, mais a respectiva Eee Station da qual o tablet se serve para carregar a sua própria bateria quando a ela está acoplado.

Resumindo e concluindo

Há quase um ano, quando decidi que iria comprar um Tablet, escolhi o iPad por diversas razões. Não só pela qualidade do software disponível, mas também pelo próprio tablet, pelo seu design, construção etc. Hoje, depois destes (poucos) dias de convívio com o Transformer Prime, tiro duas conclusões simples. A primeira é que, na opinião deste vosso humilde amigo, este Transformer Prime é pura e simplesmente o melhor tablet Android que existe.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Detalhe logotipo

Se, por estes dias, estivesse à procura de um tablet, e (tal como fiz para o iPad na altura) tivesse que fazer uma lista de Prós e Contras (e normalmente nestes testes temos que as fazer não é?!:)) ela teria (tem) o aspecto que podem ver já a seguir, e seguramente o Prime seria a minha opção de compra…

Pontos a favor :)

  • Design e qualidade de construção
  • Poder de Processamento
  • Comportamento Multimédia
  • Versatilidade
  • Autonomia

Pontos contra :(

  • Não gostei particularmente da cor ;)
  • Eee Station podia ser mais pesada para não desequilibrar tanto o conjunto
  • Ainda há pouco software (completamente) optimizado para Tegra 3

A segunda conclusão, ou melhor a pergunta que tenho aqui “cravada” na minha mente, é esta: será este Transformer Prime, o Tablet que me fazia “encostar” (ou oferecer à esposa ;)) o meu iPad 2?! E a resposta é simples e imediata: não.

A justificação é ainda mais directa. O responsável principal pelas pequenas e muito esbatidas “manchas” na apreciação e comportamento verdadeiramente espectacular deste Transformer Prime, é a qualidade do software que (ainda não) existe para Android, e em particular para Tablets Android. Cada vez mais vejo aparecer boas aplicações para iPad, que demoram a aparecer ou pura e simplesmente ficam de fora do ecossistema Android. O caso dos jogos que testámos neste Transformer Prime é exemplo disso mesmo, quando funcionam (i.e. quando estão devidamente preparados e optimizados) são maravilhosos, mas os outros deixam-nos com aquela sensação de que estamos ao volante de um Ferrari…mas (eternamente) presos num engarrafamento da 2ª Circular…

Outra coisa, que me está a dar alguma “pausa” agora que penso nisso, é a velocidade “vertiginosa” com que a Asus está a lançar tablets nesta linha “Transformer”. Seis meses depois do primeiro Transformer, aparece este modelo Prime. E depois da nossa “missão MWC 2012″ ficámos já a conhecer mais dois modelos que brevemente estarão à nossa disposição. Isto pode levar alguns utilizadores a pensar que o seu investimento no Transformer Prime será de “vida curta” uma vez chegados os novos modelos.

Teste RD - ASUS Transformer Prime: Traseira com dock

No que toca à atribuição do Selo RD, já tinha tido estes momentos de hesitação, noutro teste que fiz recentemente, e com o Transformer Prime volto a ter o mesmo problema. Se olhar apenas para o tablet (e seu complemento), nas suas potencialidades e capacidades, então a certeza é absoluta… Platina, e que seria a primeira vez aqui no RD num tablet ou smartphone. Mas tal qual a metáfora que usei acima, ter um Ferrari quando só se consegue andar no pára-arranca o dia todo, parece ser demasiado “penoso” para valer a pena…dai a coisa fica mais dourada.

Começo a entender o comentário de um nosso leitor, quando disse que em vez de Selos, uma escala de 1-10 seria melhor medida do real valor dos aparelhos que testamos… Mas tendo que tomar uma decisão, devo tomá-la em sã consciência e segundo os critérios que temos seguido aqui no RD. Por isso mesmo aqui vai:

Selo RD - Ouro

O que significa este selo?

Mas seguindo a sugestão deste nosso leitor, dou também uma nota de 1-10: 9.0.

Resta-me então só dizer que o Transformer Prime está disponível um pouco por todo lado, com preços na ordem dos 600€ já com a Eee Station incluída.

Como habitualmente, estou à vossa disposição para “esmiuçar” ainda mais este Transformer Prime aqui nos comentários, ou responder a qualquer dúvida que vocês possam ter. Espero que tenham gostado de mais este Teste RD. Eu pelo menos gostei MUITO de o fazer.

SW, out!

Página oficial: Asus Eee Pad Transformer Prime + Eee Station

[pais id="pt"]
O ASUS Transformer Prime ao melhor preço:



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Galeria de imagens

Estas são as fotografias que foram tiradas ao ASUS EeePad Transformer Prime durante a realização deste teste:

Endereço de Email

  1. mpp

    Tas perdoado Nastase , com o brio com que fases os teus testes
    nem se nota que nao a fotos e videos . Continua ! Abraço

    Responder
  2. João Ramiro

    Mais uma vez os testes provam que os specs não são tudo, pena que muita gente só olhe para isso :)

    Boa analise, um ou outro ponto negativo na minha opinião, a câmara gravar apenas a 25fps e o conjunto ser vendido em separado, algo que prevejo que ira acontecer com o padphone infelizmente.

    Continuem assim, bom trabalho :D

    Responder
  3. Cloves

    De fato um bom aparelho, mais Android para mim só celular, tablet não dá… Melhor é Ipad pelos aplicativos apenas… pois o sistema fechado da Apple é uma tortura sacana…

    Responder
  4. joão tavares

    Boas. Estou quase de acordo com tudo. Por engraçado que pareça tive dois prime, o primeiro descolou-se ou saltou o ecrã do encaixe (tinha 15 dias), quando recebo o segundo (troca do primeiro), esteve uma semana em meu poder. Vários teste de gps que foram feitos, em nenhuma das tentativas funcionou, a nível do wireless ora funcionava ora não e a nível de software tinha muitas “pausas” bloqueios. Espero que a asus consiga resolver estes problemas. Como conclusão, deixei o prime para trás e fiquei com o samsung note.

    Responder
  5. Fernando "Sidewalker" Calçada

    @joão tavares
    isso realmente é estranho, eu nunca tive problemas com o wifi, em momento algum…

    Responder
  6. joão tavares

    Boas. Pois é, até conseguia uma melhor ligação com um telemóvel do que com o prime. Talvez tenha tido azar a dobrar ;)

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  7. Pedro Araújo

    Essa do fraco desempenho do Wifi deve ser mais um “mito urbano”. Tenho o meu Prime desde o lançamento no nosso país e ainda não tive qualquer problema com o Wifi. Tenho usado 2 routers diferentes, um de net fixa e outro de net móvel. Já agora parabéns pela tua analise . Muito bem feita. Entre o iOS e o Android prefiro o Android num tablet. Ao menos não preciso de fazer Jailbrake nenhum para tirar proveito de todas as capacidades do tablet .

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  8. Rui

    Caro @João Tavares,
    Por curiosidade tenho 2 primes (sim, leu bem! 2), comprados com diferenca de 15/20dias em 2 lojas diferentes (Fnac Colombo e Box Jumbo Almada),problemas Wi-Fi e GPS = 0 (ZERO).
    Por isso, acho que o seu comentário é de levar em conta mas entra no dito MITO(/medo) URBANO TF201.

    Parabéns pelo excelente artigo (o 1o artigo exaustivo em Portugal).

    Muitos Parabéns!!!

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  9. João Tavares

    Fico contente por si, caro Rui. Quando comprei o Prime, tinha realizado varias pesquisas para ver qual seria a melhor opção, cheguei à conclusão que seria este. Comprei o 1º no último dia de Janeiro, testei alguns programas, jogos e GPS, este não funcionava, dizia sempre à procura de satélites. Nos primeiros dias não liguei muito (também não o utilizava), estranho foi passado 15 dias, quando olho para o canto do lado da saída micro hdmi e o ecrã esta levantado (solto do encaixe). Então ai pensei, o gps não funciona derivado a este problema. Fui à loja, e os mesmos não criaram dificuldades na troca. Passado uns 20 dias recebo o novo Prime, então volto a testar (fora de casa, em campo aberto) o GPS e o mesmo continuava sem trabalhar. Como tinha o Prime para aceder à internet entre várias outras coisas, ligo-me por wi-fi, ligou sem problemas e tinha internet, o estranho é que estava na internet e quando mudava de página a mesma aparecia offline, estranho, então quando olhava para o icon do wi-fi que se encontrava na parte inferior, via que tinha perdido a ligação, tinha novamente de fazer ligar (estava configurado para entrar automaticamente), a distância entre o Prime e o router seria de dois metros. Foram estes os casos que se passaram. Eu não digo que o Asus seja mau, muito pelo contrario, até nem é o primeiro aparelho Asus que tenho, mas que me aconteceu isso, aconteceu. Mas uma curiosidade, quando vi as características do prime a primeira vez, vinha escrito que continha GPS, mas depois de me ter acontecido esta situação, voltei a procurar as características e já não vinha descrito o GPS, estranho. Fico contente por quem tenha um Prime e não tenha tido problemas.

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  10. Rui

    Boa tarde, caro @João Tavares,
    não duvido da sua palavra (quem sou eu para tal), nem é isso que se encontra em questão, no entanto só tenho a lamentar a sua falta de sorte!!!
    Sobre as características foi explicado pela Asus, devido à cover traseira ser em alumínio escovado parece que funciona como um bloqueio a sinais WI-FI e GOS como tal para o WI-FI a solução foi simples, parece que colocaram em vez de 1 antena, colocaram 2 sobre o GPS como nem todos os aparelhos apresentam uma repetibilidade/capacidade de sinal igual, retiraram das especificações e funciona com triangulação por software (estou a “citar”, não sou um especialista da batata).
    Penso que seja claro!!!
    Posso estar a ser optimista e daqui a um par de dias ou semanas, juntar-me ao mural dos insatisfeitos mas até à data estou Hiper Satisfeito com a Máquina!

    Cumps

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  11. RSTS

    Boa análise, honesta e muito representativa da realidade.
    Eu também fui fui um feliz possuidor de um prime logo no seu lançamento, curiosamente com cor igual a este que nem desgosto, mas entre esta e o champanhe preferi esta por ser mais escura. Esta análise corresponde quase na integra com a sensação com que fiquei, apenas não tive tanta sorte no gps que quase não funcionava, o sinal que apanhava era muito fraco mesmo, embora também não me chateava muito porque era coisa que não precisava num tablet. Em relação ao video, os 1080p em ficheiros mkv com 8Gb, funcionava muito bem e até curiosamente por wifi apartir de um nas que tenho.
    Queria só fazer uma ressalva em relação á pen 3G, que eu saiba não é possível esse funcionamente, a alternativa seria um mini router 3g daqueles portáteis, mas a solução hotspot é para mim também a melhor opção, é a que uso.
    Ao fim de 15 dias devolvi justamente por causa do problema das apps, também fiquei com a sensação que em tablets o android ainda esta muito verde, mas gostei imenso da qualidade de construção, brutal mesmo.
    Hoje tenho o ipad 3 que em apps é outro mundo sem dúvida, apesar de preferir android, o ios oferece maior oferta e de melhor qualidade.
    Queria finalizar com os parabéms pela review, muito boa mesmo.

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  12. Fernando "Sidewalker" Calçada

    @marcelo
    Se conseguirmos “Por as mãos” num NOVO iPad, claro! :D

    @Rui, João Tavares
    Realmente este caso é deveras estranho, mas João, desconfio que a “falta de posicionamento” do GPS na rua, deve ser porque o GPS é (apenas) do tipo A-GPS, necessitando SEMPRE de ter ligação à internet para poder funcionar, nem que seja por “triangulação” como o Rui refere e muito bem.

    @RSTS
    depois de algumas “googladas” realmente vejo que para usar pens 3G, há que modificar (leia-se root e/ou instalação de drivers próprios) o TPrime… Obrigado pela correcção, e pelo elogio!

    Responder
  13. João Tavares

    Boas. Já não me lembro muito bem das características do prime (as primeiras). Mas se bem me lembro, tinha GPS e A-GPS, o que faz com que não seja necessário ter Internet, já que temos de um problema nisso, já que o prime não tem 3G, só pode ser ligado por wi-fi e como nem sempre existe wi-fi, quero um gps para quê ? Não serve. Mas a nível de A-GPS, sim já serve. A nível da cover traseira, a que corta o sinal, a Asus já resolveu o problema, no novo Transformer Infinity (http://eee.asus.com/eeepad/transformer-infinity/features/), a cover já não é toda em alumínio, tem a parte superior com uma borracha ou plástico, o que faz com que o sinal não seja quebrado. No que diz respeito à beleza, fica a perder, mas a nível de funcionalidade parece que já fica a ganhar.

    Responder
  14. Ricardo Pinheiro

    boas, entre este e o anterior qual deles é a melhor opção?
    obrigado e continuem o bom trabalho

    Responder
  15. Rui

    @Ricardo Pinheiro,
    a minha opinião poderá ser um pouco suspeita pois tenho TF201 mas sugiro-te que faças o seguinte:
    Põe 1 ao lado do outro e a nível estético passas-te.
    A nível de processador não te comparação.
    A única eventual desvantagem (para mim não é desvantagem!) é a ausência de 3G! (Soluciono a ausência de 3G com o meu telemóvel Android (LG-P970) a fazer e HotSpot. A maior parte dos locais onde nos movimentamos actualmente temos Wi-Fi, onde não temos podemos colocar o nosso telemóvel a fazer de ponte Wi-Fi)

    Cumps

    Responder
  16. Fernando "Sidewalker" Calçada

    @Rui
    Nem mais, eu faço exactamente a mesma coisa o meu “velhinho” Galaxy S e o iPad 2…

    @João
    Esperemos então que o problema seja solucionado nesse novo modelo. Eu quando eu receber um para testar ;) eu prometo fazer testes mais precisos tanto no wi-fi como no GPS :D

    Responder
  17. Fernando "Sidewalker" Calçada

    @Ricardo
    REalmente, entre os dois, o Prime será sempre a melhor opção… nem que seja pelo Tegra 3 :D

    Responder
  18. João Tavares

    Boas. No que diz respeito ao novo transformer infinity, a nível estético o prime é bem mais bonito, pelo menos parece. No que diz respeito ao processador e por aquilo que andei a investigar, o infinity vai sair em dois modelos, um com o processador Snapdragon Dual-core 1.5Ghz com 3G / LTE, e outro com o Tegra 3 1.6GHz com WiFi e este não tem 3G. Entre os dois, qual comprar ? Se for para trabalhar e tirar um bom desempenho, será o infinity, agora se é para mostrar aos outros, o prime é mais bonito.

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  19. Michelle Martins

    Comprei meu prime agora em março estou super satisfeita com seu funcionamento, mas não sei o porque ele começou a abrir e descolar. Alguém já teve este tipo de problema, estou super chateada pois o comprei nos EUA e sei que será meio burocrática a troca…

    Responder
  20. João Tavares

    Olá Michelle. De que lado começou a descolar ? A mim aconteceu-me o mesmo, do lado onde tem o micro HDMI. A solução que tive foi entrega-lo na loja (tinha 15 dias). Tenta entrar em contacto com a Asus em Portugal e explica o que se passou, pode ser que tenham alguma solução.

    Responder
  21. Miguel

    Olá , eu queria saber se a dock do asus eee pad transformer é igual e se funciona no novo asus transformer prime ?

    Responder
  22. Pedro Araújo

    Para que tem dificuldades na recepção com o GPS a ASUS está a oferecer de forma gratuita um Dongle que irá resolver esse problema. Para isso basta registar o produto e fazer o pedido do Dongle. Sem duvida foi uma boa medida da parta da ASUS. A Apple que ponha aqui os olhos.

    http://event.asus.com/ASUSPad/TF201GPS/PT/

    Responder
  23. Pedro Bass

    1- Não consigo transferir arquivos de video do meu PC (windows 7 64bits)para o meu Transforme Prime. Aparece um aviso informando que o arquivo poderá não funcionar… Se eu insisto na transferencia dá um erro informando que o Internet Explorer deixo de funcionar e fica tudo lento… Alguém sabe o que está acontecendo… Isso é apenas comigo?

    2- Tem como abrir abrir as pastas de memoria interna e memória externa na depuração usb? Aparece esse opção aqui… vejo que está tudo ativado mas mesmo assim não aparece as pastas como se fosse PenDrives no meu Windows…
    Tem como fazer a depuração usb como se fosse num celular com android?

    Desde já muito obrigado… Espero que alguém possa me ajudar.

    Responder
  24. JT

    Boas. Coloca o video numa pasta e zipa a mesma e envia, pode ser que assim resolva o problema. Tira também do market outro leitor de video, ajuda por causa dos codecs. Em principio também vais ter de tirar um programa do market para te descomprimir o ficheiro zip, senão não deve conseguir ler.
    Em relação ao ponto dois, não estou a entender o que queres, mas se é para abrires/veres as pastas e ficheiros que tens na pen ou no cartão de memória, provavelmente vais ter de fazer o download de outro programa do market, gestor de ficheiros, senão me engano.
    Espero ter ajudado

    Responder
  25. Roberto Cartem

    Caros amigos, para quem tem e usa com frequência o Asus transformer prime, digam pf, vale a pena a compra? Será que consigo usar sem problema os mesmos programas que uso no meu fantástico Samsung galaxy s2? Abraço

    Responder
  26. João Tavares

    @Pedro Araújo: A Apple que ponha aqui os olhos? Onde? Em tablets com android? Lol! O IPad não precisa de adaptadores porque não tem problemas de gps. Quando aparecer um tablet com android melhor que o iPad avisa. Quem gosta de sistemas instáveis e com bugs usa android.

    Responder
  27. Roberto Cartem

    Para ja, estou adorar o ATP,nao tive nem tenho qualquer problema com o WIFI, ainda tenho de ver o GPS,mas para mim nao me e importante uma vez que tenho o Samsung Galaxy S2 :) Quanto ao Ipad Joao Tavares,a Apple tambem tem as suas coisas ruins,sou um fa e por isso mesmo sei do que estou a falar.

    Responder
  28. João Tavares

    Boas. Existem aqui nomes iguais mas com pessoas diferentes. O João Tavares do dia 29 de Abril em frente não é o mesmo do João Tavares anterior. Por isso pergunto ao João Tavares do dia 29 em frente, senão tinha outro nome para colocar.
    Acho estranho e pobre por parte do segundo João Tavares, colocar o mesmo nome. Até se pode chamar da mesma maneira, mas deve de ter outro nome no seu nome.
    Se estiver enganado peço desculpa.
    Cumprimentos a todos

    Responder
  29. PauloM

    Otima review RD. Pretendia saber se alguém utiliza este TF201 para fazer apresentações em PowerPoint? Como se comporta:
    Utilizando apresentador Bluetooth; Conversor micro hdmi para VGA (projector); Como se alterna ente o PPT e a visualização de paginas WEB (existe algo tipo Alt+Tab).
    Nesta altura devo optar pelo TF300 – 32GB mais dock

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  30. Roberto Cartem

    PauloM assim que tiver oportunidade farei o teste, qualquer das formas se tiveres mais dúvidas chuta para aqui. Um abraço

    Responder
  31. francisco

    Quando tento fazer uma atualização diz-me: o cliente DN foi interrompido. Alguém sabe do que se trata?obrigado (asus prime)
    CUMPRIMENTOS

    Responder
  32. Roberto Cartem

    Francisco por norma quando me surge um actualizacao aparece uma notificacao,nunca me deu qualquer problema a actualizar. Estas a falar de actualizacoes para aplicacoes ou para o proprio ATP?

    Responder

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