Pode parecer estranho ou até uma excentricidade da NASA, mas é a primeira vez que lasers transmitem uma mensagem através de uma distância planetária.
A comunicação com o espaço é, actualmente, feita através de ondas rádio que não permitem transportar muita informação, mas que são facilmente recebidas, enquanto que os laser podem transmitir muito mais informação e também se transmitem pelo vácuo, mas é muito mais difícil. Transmitir informação de um laser para uma nave espacial assemelha-se a apontar um laser a uma parede. Quanto maior a distância, menos nítido é o ponto, mas este existe sempre.
O procedimento foi o seguinte:
Uma versão digital da Mona Lisa foi dividida em 30.400 pixeis.
Cada pixel foi enviado em intervalos de tempo diferentes, usando pulsos de laser disparados contra o Lunar Orbiter Laser Altimeter (LOLA), no Reconnaisance Lunar Orbiter (LRO) – uma nave espacial que orbita a Lua e acompanha o seu terreno e as suas elevações, e que se localiza a mais de 400 mil quilómetros da superfície terrestre.
Na LOLA a imagem foi reconstruida segundo a ordem pela qual os pixeis foram disparados.
A imagem foi então enviada de volta para a Terra através de ondas de rádio. Por causa de erros de transmissão causadas pela atmosfera da Terra, a imagem voltou distorcida e os cientistas usaram codificação Reed-Solomon (tecnologia que compõe CD’s e DVD’s) para restaurar a qualidade original da imagem.
A próxima missão da NASA à Lua terá como objectivo captar uma alta taxa de dados acerca do seu meio ambiente e da sua atmosfera através do recurso a laser.
Se tudo correr bem, podemos vir a ter imagens da superfície de um planeta minutos depois da aterragem da nave espacial.
Acerca de João Lopes
Utilizador regular de tecnologia comum. Gosta de mexer em coisas novas e de descobrir como é que funcionam. É um adepto dos sistemas Open Source e da tecnologia "verde". Está sempre com novas ideias para alguém implementar...







Parecem putos a brincarem com as grande maquinas
nao sou nada contra a descoberta e a possivel vida noutros palnetas. mas so de pensar k o dinheiro k eles gastam nisto dava para pagar a divida portuguesa!!! meu deus!
Oh “lp032″ o problema não é “estragar” dinheiro que dava para pagar as dívidas, até porque todas elas são impagáveis!
(com juros acima de 1%, mesmo que as economias internas estejam em constante crescimento)
O que é preciso é deixar de viver acima das possibilidades, de dar subsídios por tudo e por nada, e ADSE’s e tudo o mais.
Agora para investigação e educação, não é “estragar” pois cria empregos em áreas de relevância e aperfeiçoa tecnologias que elevam a Humanidade para novos horizontes e ajudam a educar os et’s indígenas :p
LOOOL. E viva a educação aos ETs